Uccidiamo Il Chiaro Di Luna 2.0
come un incanto che non si vuol spezzare
quaggiù la terra si lega al mare
bagliori d'oro, echi del tempo
maestosa e fragile magia d'incanto
camminando tra calli e campielli
si scorgono alti gli antichi vessilli
di una città un tempo regina
che dominava e ora è in rovina
uccidiamo il chiaro di luna
le gondole placide sulla laguna
quest'immagine da cartolina
questa gente messa in vetrina
come il sangue che lascia la ferita
si svuota Venezia che perde la vita
case e palazzi restano vuoti
nella riserva solo in pochi
tra queste pietre corrose dagli eventi
di una città che vive ormai di stenti
senza pietà cacciati a spintoni
per fare posto ai nuovi padroni
uccidiamo il chiaro di luna
le gondole placide sulla laguna
quest'immagine da cartolina
questa gente messa in vetrina
appesi al muro come dei quadri
per i turisti che stanno a guardare
padroni un tempo dei sette mari
venduti al mercato per trenta denari
la dignità sol quello ci resta
fermiamo le giostre alziamo la testa
riprendiamoci ponti e canali
'affanculo le iene e gli squali
Vamos Matar a Luz da Lua 2.0
como um encanto que não se quer quebrar
aqui a terra se liga ao mar
brilhos de ouro, ecos do tempo
majestosa e frágil magia de encanto
caminhando entre becos e praças
se avistam altos os antigos estandartes
de uma cidade que foi rainha
que dominava e agora está em ruínas
vamos matar a luz da lua
as gôndolas tranquilas na lagoa
essa imagem de cartão postal
essa gente exposta na vitrine
como o sangue que sai da ferida
a Veneza se esvazia e perde a vida
casas e palácios ficam vazios
na reserva só alguns poucos
entre essas pedras corroídas pelos eventos
de uma cidade que vive agora de penúria
sem piedade, empurrados à força
para dar lugar aos novos donos
vamos matar a luz da lua
as gôndolas tranquilas na lagoa
essa imagem de cartão postal
essa gente exposta na vitrine
pendurados na parede como quadros
para os turistas que ficam só olhando
donos um dia dos sete mares
vendidos no mercado por trinta moedas
a dignidade é tudo que nos resta
vamos parar os carrosséis, erguer a cabeça
vamos retomar pontes e canais
'que se danem as hienas e os tubarões
Composição: A. Manzo