Escarlata
Una nueva boca en mi costado grita y me desquicia,
Dejando marcas del dolor en este muro ciego.
Ya se nubla mi mirada, de repente envejecí;
Descanso ya mi cuerpo, airosa espada mi sostén...
Cada choque de metal me lleva a la victoria;
Crece el dolor, pero no me doblegaré... en esta noche...
Ya presiento, llegar sus tristes pasos
A mi cuerpo, no puede ser ahora;
No lo entiendo, ¿Por qué su eterno abrazo?
Ya me pierdo, la negra noche me envolvió.
Manto negro cubre nuestros golpes, nuestros rostros.
Los testigos no intervienen, no quisiera ya seguir;
Muy tarde comprendí que seguiríamos hasta el fin.
Esclavos del honor, alguno dictará la suerte...
Cada choque de metal me lleva a la victoria;
Crece el dolor, pero no me doblegaré... en esta noche...
Ya presiento, llegar sus tristes pasos
A mi cuerpo, no puede ser ahora;
No lo entiendo, ¿Por qué su eterno abrazo?
Ya me pierdo, la negra noche me envolvió.
(There's a new mouth on my side, screaming, driving me mad,
Leaving ever flowing traces of pain on this blind wall.
My sight is clouding, aging decades in a moment;
Now my body rests, leaving on a triumphant blade...
With every strike of metal I am closer to victory;
The pain is growing, but I will not yield...
In this night...
I can feel it, her saddened steps are closer,
To my body, it cannot be now;
Why is this so, this eternal embrace?
I am waning, the night has wrapped itself around me.
A black shroud covers our blows, our faces,
There are witnesses, unmoving, how I wish I could desist;
Although too late, I understood, we would go on until the end,
Enslaved to honor, onw of us will tell the story.
With every strike...)
Escarlata
Uma nova boca ao meu lado grita e me enlouquece,
Deixando marcas de dor nesse muro cego.
Minha visão já se nublou, de repente envelheci;
Descanso meu corpo, a espada triunfante é meu apoio...
Cada choque de metal me leva à vitória;
A dor cresce, mas não vou me dobrar... nesta noite...
Já sinto, seus passos tristes se aproximando
Do meu corpo, não pode ser agora;
Não entendo, por que seu abraço eterno?
Já me perco, a noite negra me envolveu.
Um manto negro cobre nossos golpes, nossos rostos.
Os testemunhas não se movem, como eu queria desistir;
Muito tarde percebi que iríamos até o fim.
Escravos da honra, um de nós ditará a sorte...
Cada choque de metal me leva à vitória;
A dor cresce, mas não vou me dobrar... nesta noite...
Já sinto, seus passos tristes se aproximando
Do meu corpo, não pode ser agora;
Não entendo, por que seu abraço eterno?
Já me perco, a noite negra me envolveu.
(Tem uma nova boca ao meu lado, gritando, me deixando louco,
Deixando rastros de dor nesse muro cego.
Minha visão está se nublando, envelhecendo décadas em um instante;
Agora meu corpo descansa, deixando uma lâmina triunfante...
Com cada golpe de metal estou mais perto da vitória;
A dor está crescendo, mas não vou ceder...
Nesta noite...
Eu posso sentir, seus passos tristes estão mais perto,
Do meu corpo, não pode ser agora;
Por que isso é assim, esse abraço eterno?
Estou minguando, a noite se envolveu em mim.
Um manto negro cobre nossos golpes, nossos rostos,
Há testemunhas, imóveis, como eu queria desistir;
Embora tarde demais, eu entendi, iríamos até o fim,
Escravizados pela honra, um de nós contará a história.
Com cada golpe...)