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Canção do Homem Morto

Fantasmas do Velho Oeste

Letra

    Ao horizonte ele cavalga
    Rápido e resoluto
    Doente de alma
    Um homem de luto
    Corta a galope
    Sua angústia e seu drama
    Risca a ferro e chicote
    A sua dor inflama
    Traz no peito a marca
    D'um fatídico dia
    D'onde a lembrança amarga
    A visão da alegria
    Pelos campos ele vaga
    Como o vento nos becos
    Nos trigais, perdido acaba
    Em meio ao seu próprio medo

    Os lírios do campo
    Somente observam
    E as nuvens, no entanto
    À luz fraca cegam
    Margaridas nas janelas
    Desfolham-se com a brisa
    Enquanto abelhas amarelas
    Seguem sua aérea sina
    Na janela debruçada
    Com braços já cansados
    Braços de quem foi amada
    Abraços apaixonados

    Lembranças, devaneios
    O cheiro de canela em rama
    Saudades de outros tempos
    Mas gente morta não ama

    Gente morta não ama
    Gente morta não ama
    Gente morta não ama

    Morto estava ele
    O homem em seu cavalo
    Mas ele ainda andava
    Logo ao cantar do galo
    Pensava em seu destino
    A estrada, a corda e a morte
    Lembrava do menino
    Dos tempos de boa sorte
    Então o homem morto
    Mudou o seu trajeto
    Pelas pedras e o lodo
    Agora no caminho certo
    Intimamente pensava
    Novamente estar sofrendo
    A estrada o cansava
    Mas meio que ia vivendo

    Ficava a observar
    O horizonte passageiro
    E também a admirar
    O vento mensageiro
    No fundo, sabe a moça
    Que o amor nunca morre
    Ela tinha esperança
    No amor que socorre
    Um homem um dia morto
    Ao palpitar da saudade
    Estava meio torto
    Mas com fome de verdade

    Lembranças, devaneios
    O cheiro de canela em rama
    Saudades de outros tempos
    Mas gente morta não ama

    Gente morta não ama
    Gente morta não ama
    Gente morta não ama

    Ficava a observar
    O horizonte passageiro
    E também a admirar
    O vento mensageiro
    No fundo, sabe a moça
    Que o amor nunca morre
    Ela tinha esperança
    No amor que socorre

    Lembranças, devaneios
    O cheiro de canela em rama
    Saudades de outros tempos
    Mas gente morta não ama

    Gente morta não ama
    Gente morta não ama
    Gente morta não ama

    Composição: Fabiano Favretto. Essa informação está errada? Nos avise.

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