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Trabalhador diário

FAOBA

Jornalero

Unas manos curtidas por la lluvia
Por la brisa, el azadón y las heladas
Pasos firmes, voz serena
Alma clara y tez morena

Son el sello de un valiente jornalero
Con el hambre y la miseria carga a cuestas
Con el llanto de familias que no cuentan
Piel con surcos como arado

Hombre recio pero majo
Teje sueños que hila con trigo y cebada
Vuelve a casa, se hace tarde
Los cantos de su amor por él aguardan
Junto a un Sol de pocos dientes

Pelo liso, negro y blanco
Y que espanta los problemas con un hola papá
La semblanza del que aunque fuerte es amable
Y unas canas que bajo el sombrero escapan

La cojera que le aqueja
Y sus fuerzas que se alejan
Son reflejo del reloj que le ha minado

Trabalhador diário

Algumas mãos bronzeadas pela chuva
Para a brisa, a enxada e a geada
Passos firmes, voz calma
Alma clara e pele escura

Eles são o selo de um trabalhador braçal do dia
Com fome e miséria, carrega
Com o choro de famílias que não contam
Pele com sulcos como arado

Homem duro mas agradável
Sonhos de malha que giram com trigo e cevada
Venha para casa, está ficando tarde
As músicas de seu amor por ele aguardam
Ao lado de um sol com poucos dentes

Cabelo liso preto e branco
E isso assusta os problemas com um olá pai
A aparência de que, embora forte é gentil
E alguns cabelos grisalhos que escapam debaixo do chapéu

O mancar que o aflige
E suas forças que se afastam
Eles são um reflexo do relógio que o minou

Composição: Martín Pérez