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Destroços

Fäulnis

Trümmer

Im Bad auf dem Boden, auf dreckverschmierten Fliesen
zusammengekrümmt in seinem Elend liegend
Erbrochenes und Blut rinnt aus seinem Mund
In den Händen nur ein Bleistift und im Kopf ein Berg voller Trümmer

Kalter Schweiß durchtränkt die Lumpen am zitternden Körper
Atemlosigkeit und ein Stechen im Gehirn
Der Raum wird immer kleiner, die Enge wird zur Qual
In der Ecke, hinter mir, sitzt mein Schatten - und verblasst

Schneide mir die Bilder aus den Augen
Schneide mit der Schere alles Fremde aus dem Kopf
Schneiden, schneiden, solange bis es mir hier gefällt
Schneide, zerschneide, bis der Körper zerfällt

Destroços

No banheiro, no chão, em azulejos sujos de lama
Encolhido na sua miséria, se jogando
Vômito e sangue escorrem da sua boca
Nas mãos, só um lápis e na cabeça um monte de destroços

Suor frio encharca os trapos no corpo tremendo
Falta de ar e uma dor na cabeça
O espaço fica cada vez menor, a pressão vira tortura
No canto, atrás de mim, está minha sombra - e vai sumindo

Corto as imagens dos meus olhos
Corto com a tesoura tudo que é estranho da minha mente
Cortando, cortando, até ficar do meu jeito
Corto, desfaço, até o corpo se desintegrar

Composição: