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Fadista de Raça

Fernanda Maria

Sem nascer na Mouraria
Eu sou fadista de raça
E canto o fado à porfia
Sem que ele diga desgraça

A canção nasceu comigo
Pra meu castigo, não me deixou
Foi sina que Deus me deu
Crente ou ateu, o fado é tudo o que eu sou

Pego a guitarra e vou pra farra, para veres como é
Que o fado tem ralé dentro de mim
Num Corridinho, picadinho, estás a ver pra já
Que o fado é fado, ao pé cantado assim

Desde o dia em que surgiste
Na minha vida, vê bem
Deixei logo de ser triste
E passei a rir também

Esse teu jeito à antiga
Que tanto obriga a olhar para ti
Fará de mim a fadista
Mais realista das fadistas que há para aí

Composição: Lopes Victor / Martinho D'Assunção. Essa informação está errada? Nos avise.

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