Eu Sou Um Milagre (Jó 10:12)
Fernando Alva
Eu sou um milagre, um sopro insistente
Nasci com a guerra travada no corpo
Dois inimigos ocultos, letais
Refluxo e ar, em caminhos iguais
Se a mente apaga e o corpo adormece
O encontro dos dois é o fim que aparece
A medicina não percebia, o homem não via
Mas dentro de mim, o Espírito sabia
Fome de vida, amor de mãe
O instinto grita: É hora de alimentar!
O choro avisava, mas a boca fechava
Uma recusa que a lógica não explicava
Como um bebê nega o seio da vida?
Como saber que a fonte é ferida?
A alma é criança, ainda não aprendeu
Mas o Espírito é Eterno, é o sopro de Deus
Antes da razão, antes do pensar
O Espírito agiu pra me preservar
Onde a ciência viu manha ou defeito
Era o céu protegendo o meu leito
Então veio a mistura, o engano sagrado
Banana com leite, um plano traçado
O corpo aceitou o que antes negou
Pois o paladar a mente enganou
Igual ao doente que prova o dulçor
E o corpo produz o que causa a dor
O cérebro é falho, confunde o sinal
Mas o Espírito filtra o bem e o mal
Ele enganou a morte, enganou a biologia
O que era veneno, virou energia
Não foi sorte, nem obra do acaso
Foi o Garantidor evitando o atraso
Se estou vivo agora, se a voz não calou
Foi porque o Invisível me sustentou
A alma esquece, a mente duvida
Mas o Espírito guarda a chave da vida
Dois inimigos, uma sentença
Anulados pela divina presença
Eu sou um milagre



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