MI CAMINO (part. SFDK)
Estoy domesticando esa manada de perros
Y en el cielo una tormenta, están volando cuervos
Nadie te ha dado vela pa' que vengas a este entierro
Hijos de la noche, tos vestidos de negro
He sido telonero en una plaza de pueblo
Y he llorao' con mis hermanos tocando en Monegros
La vida es una droga que mata el cerebro
En las puertas del cielo está esperando San Pedro
Corriendo por Ibiza en medio de las casas blancas
Aprieto los nudillos, tengo sangre en la garganta
Llamadas de mi padre a las tantas
Busco la habitación de mi madre en la cuarta planta
Mi abuela montando un altar pa' ver si me bendice
Estoy luchando pa' lograr lo que de niño quise
Ojo por ojo y quedaron los sueños rotos
No voy a vivir para siempre, pero ellos tampoco
Poco, poco, me sabe a poco
Dicen que es tiki taka por la forma en que la toco
Dejé de ser un rookie para ser un All Star
Me salgo de la línea, la tiro de tres y anoto
Ya noto, noto, noto, ya no lo noto
Los nervios que sentía cuando se encendían los focos
Se enfría lo que había entre nosotros
Y las voces que yo oía me querían volver loco
Todo lo que tuve que andar para buscar mi camino
Nada fue por casualidad, tampoco fue el destino
Me dicen que tengo que cambiar, pero me da lo mismo
Decían que no lo iba a lograr y aún así lo hicimos
Crecí en las torres de un islote, espero que aún se note
Veinticuatro familias por bloque
Toda la vida atado al remo como un galeote
El primer rapero que no tuvo mote
Fue la suerte y el lugar que me dejó su dote
Mi abuela reza al gran poder que está en el almanaque
Pa' que no me desboque, pa' que en la calle no me desbarate
No me apuñalen en los coches de choque
Nunca fumé la plata, nunca me di un estoque
Créeme que no ha crecido la rata que a mí me derrote
Siempre evité acabar entre barrotes
Más mi cuaderno parece albolote, menudo escaparate
¿Tú por quién juras, Iscariote?
Yo no elegí remar ni gobernar este bote
Yo como el agua sé adaptarme a lo que toque
Y explotarte en la oreja como el puto Samsung Note
Note, note, que no se note
Muévete en la sombra su hermano como un celote
Aprende a comer con la boquita cerrada
Porque aunque no tengan hambre esos tigres querrán filete
Lete, lete, mi estilete
Vengo de la radio en el hombro y de los casetes
SFDK es partirlo a la mitad
Yo te invitaré a un bocata pa' sacarte del boquete
Todo lo que tuve que andar para buscar mi camino
Nada fue por casualidad, tampoco fue el destino
Me dicen que tengo que cambiar, pero me da lo mismo
Decían que no lo iba a lograr y aún así lo hicimos
MEU CAMINHO
Estou domando essa manada de cachorros
E no céu uma tempestade, estão voando corvos
Ninguém te deu vela pra vir a esse enterro
Filhos da noite, todos vestidos de preto
Fui abertura em uma praça de cidade
E chorei com meus irmãos tocando em Monegros
A vida é uma droga que mata o cérebro
Na porta do céu está esperando São Pedro
Correndo por Ibiza no meio das casas brancas
Aperto os nós dos dedos, tenho sangue na garganta
Chamadas do meu pai a altas horas
Procuro o quarto da minha mãe no quarto andar
Minha avó montando um altar pra ver se me abençoa
Estou lutando pra conquistar o que de criança quis
Olho por olho e ficaram os sonhos quebrados
Não vou viver pra sempre, mas eles também não
Pouco, pouco, me parece pouco
Dizem que é tiki taka pela forma como toco
Deixei de ser um novato pra ser um All Star
Saio da linha, arremesso de três e acerto
Já noto, noto, noto, já não noto
Os nervos que sentia quando acendiam os holofotes
Esfria o que havia entre nós
E as vozes que eu ouvia queriam me deixar louco
Tudo que tive que andar pra buscar meu caminho
Nada foi por acaso, também não foi destino
Dizem que tenho que mudar, mas tanto faz
Diziam que não ia conseguir e mesmo assim conseguimos
Cresci nas torres de um ilhote, espero que ainda se note
Vinte e quatro famílias por bloco
Toda a vida amarrado ao remo como um galeote
O primeiro rapper que não teve apelido
Foi a sorte e o lugar que me deixou seu dom
Minha avó reza ao grande poder que está no calendário
Pra que eu não perca a cabeça, pra que na rua não me desfaça
Pra não me apunhalarem nos carros de choque
Nunca usei a grana, nunca me dei um golpe
Acredite que não cresceu a rata que me derrotou
Sempre evitei acabar entre grades
Mas meu caderno parece um albolote, que escaparate
Por quem você jura, Iscariote?
Eu não escolhi remar nem governar esse barco
Eu como a água sei me adaptar ao que vier
E estourar seu ouvido como o maldito Samsung Note
Note, note, que não se note
Mova-se na sombra, seu irmão como um celote
Aprenda a comer com a boquinha fechada
Porque mesmo sem fome, esses tigres vão querer filé
Lete, lete, meu estilete
Vindo do rádio no ombro e das fitas
SFDK é partir ao meio
Eu te convido pra um lanche pra te tirar do buraco
Tudo que tive que andar pra buscar meu caminho
Nada foi por acaso, também não foi destino
Dizem que tenho que mudar, mas tanto faz
Diziam que não ia conseguir e mesmo assim conseguimos