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Para aguentar (parte. Lia Kali)

FERNANDOCOSTA (ES)

Para Aguantar (part. Lia Kali)

Nunca seré lo que se espera de mí
Tengo claro lo que no debo seguir
La realidad empieza y termina aquí
Decido yo que me va a constituir

Sean todos bienvenidos a este viaje
Más me vale andar sin tanto equipaje
Se ha cuestionado to' lo que me baje
La Luna cálida nace en la oscuridad y me la tragué

Ya no me compran por menos de na'
Yo no me vendo pa’ impresionar
Al final siempre me ha salió’ a pagar
Caeré en la ruina pa’ aprender a priorizar

Más cerca de lo que me prometí
Cada vez más ojos están vueltos en mí
Que las personas me hagan olvidar el fin
Mi familia me devuelva siempre aquí

Porque corro
Siento que el suelo es de cristal
Pido socorro
Es que nadie me va a escuchar

Lloro en el corro
La gente aplaude mi cantar
Yo aquí tan mal
Me va a matar

Para aguantar
Hay que saber estar en soledad
Si no me va a matar esta ansiedad
Siempre van a pedirme más
Qué más me da

Ya no escucho el ruido en la oscuridad
Camino dormido hacia ningún lugar
Vivo en una pesadilla ya no puedo despertar
Estoy perdido vagando por la gran ciudad

Esta maldad me hizo el corazón de hielo
Veo sombras deslizarse por el suelo
Cuervos negros flotando por el cielo
Mi ángel y mi demonio se baten en duelo

Muchos fratellos, que se me han ido
Hablo con ellos, no están conmigo
Se me murieron, no los olvido
Escucho sus voces por las noches en mi oído

Y duele, duele
Saber que con el tiempo se van
Todas las personas a las que quieres, quieres
Se fueron, pero en mi memoria nunca mueren

Porque corro
Siento que el suelo es de cristal
Pido socorro
Es que nadie me va a escuchar

Lloro en el corro
La gente aplaude mi cantar
Yo aquí tan mal
Me va a matar

Para aguantar
Hay que saber estar en soledad
Si no me va a matar esta ansiedad
Siempre van a pedirme más
Qué más me da

Para aguantar
Hay que saber estar en soledad
Si no me va a matar esta ansiedad
Siempre van a pedirme más
Qué más me da

Para aguentar (parte. Lia Kali)

Nunca serei o que esperam de mim
Tenho claro o que não devo seguir
A realidade começa e termina aqui
Decido eu o que vai me constituir

Sejam todos bem-vindos a essa viagem
Melhor eu andar sem tanto bagagem
Questionaram tudo o que me derrubou
A Lua quente nasce na escuridão e eu a engoli

Não me compram por menos de nada
Não me vendo para impressionar
No final, sempre saiu pagando
Vou cair na ruína para aprender a priorizar

Mais perto do que prometi
Cada vez mais olhos estão voltados para mim
Que as pessoas me façam esquecer o fim
Minha família sempre me traz de volta aqui

Porque corro
Sinto que o chão é de vidro
Peço socorro
Ninguém vai me ouvir

Choro no canto
As pessoas aplaudem minha canção
Eu aqui tão mal
Vai me matar

Para aguentar
É preciso saber ficar sozinho
Se não, essa ansiedade vai me matar
Sempre vão me pedir mais
Que diferença faz

Já não ouço o barulho na escuridão
Caminho dormindo para lugar nenhum
Vivo em um pesadelo, não consigo acordar
Estou perdido vagando pela grande cidade

Essa maldade congelou meu coração
Vejo sombras deslizando pelo chão
Corvos negros flutuando pelo céu
Meu anjo e meu demônio lutam em duelo

Muitos irmãos que se foram
Converso com eles, mas não estão comigo
Eles morreram, mas não os esqueço
Ouço suas vozes nas noites em meus ouvidos

E dói, dói
Saber que com o tempo todos vão embora
Todas as pessoas que você ama, ama
Foram embora, mas nunca morrem em minha memória

Porque corro
Sinto que o chão é de vidro
Peço socorro
Ninguém vai me ouvir

Choro no canto
As pessoas aplaudem minha canção
Eu aqui tão mal
Vai me matar

Para aguentar
É preciso saber ficar sozinho
Se não, essa ansiedade vai me matar
Sempre vão me pedir mais
Que diferença faz

Para aguentar
É preciso saber ficar sozinho
Se não, essa ansiedade vai me matar
Sempre vão me pedir mais
Que diferença faz

Composição: Fernando Costa, Lía Kali