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Sóis de Papel

Fernando Ubiergo

Soles de papel

Cuántas veces he intentado
Escribirle una canción
Con palabras que he robado
A Serrat o a Li Tai Po

He buscado en esos versos
Con la luz de mi candil
Como siempre ha sido en vano
Corto flores del jardín

Otras veces he planeado
Un largo viaje por el mar
Amarrado a su cintura
Con un lazo de coral

Te amaré de Buenos Aires
Te amaré hasta Gibraltar
Como se ha hecho un poco tarde
Te amaré en este lugar

Son clásicos sueños de amor
Pálida forma para decir
Que estás en mí
Que sin tu amor no sé vivir

Son clásicos versos de amor
Pálido modo para alcanzar
Para subir a tu corazón
Y presumir

Y después de tantos años
Ella duerme junto a mí
Se habrá ido acostumbrando
A soñar y a no decir

Dame un beso cotidiano
Pon tus manos junto a mí
No hacen falta los milagros
Si te veo sonreír

Sóis de Papel

Quantas vezes eu tentei
Escrever uma canção
Com palavras que eu roubei
Do Serrat ou do Li Tai Po

Eu procurei nesses versos
Com a luz da minha lamparina
Como sempre foi em vão
Corto flores do jardim

Outras vezes eu planejei
Uma longa viagem pelo mar
Amarrado na sua cintura
Com um laço de coral

Eu vou te amar de Buenos Aires
Eu vou te amar até Gibraltar
Como já está ficando tarde
Eu vou te amar neste lugar

São clássicos sonhos de amor
Uma forma pálida de dizer
Que você está em mim
Que sem seu amor eu não sei viver

São clássicos versos de amor
Um jeito pálido de alcançar
Para subir ao seu coração
E me exibir

E depois de tantos anos
Ela dorme ao meu lado
Deve ter se acostumado
A sonhar e a não dizer

Me dá um beijo cotidiano
Coloque suas mãos junto a mim
Não precisam de milagres
Se eu te vejo sorrir

Composição: Fernando Ubiergo