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Apenas um Dia

Fikret Kýzýlok

Boþuna

Evveli günün aðýrlýðý
Göz kapaklarýmda
Bu gün daha baþlamamýþ

Kýrýntýdýr beklediði
Kuþ bakýþý sardunyalar
Damla damla pusu tutar

Cep elimle dolu
Bir telaþ var etrafýmda
Gazeteler ayný, hep ayný
Politika sayfasý...

Rüzgar var mý, bulut yok
Ezan sesi, karným acýkýr
Manav radyosu haber okur

Karga sesleri
Takvim yapraklarý
Uzun oluyor,
Kýþ günleri

Ýçtiðim sular
Güzel kadýnlar gibi
Gölgeler uzuyor, uzuyor
Akþam üstleri

Küf tutmuþ rüyalarým
Eski sinemalar gibi
Hep bir olay çýkar ortasýnda

Akþam olunca
Kapým beni bekler
Yediðim bir tas
Yataðým sabýrsýz

Bir o yana
Bir bu yana
Mehtap düþer yastýðýma
Kanýmca, herþey boþuna

Apenas um Dia

No peso do primeiro dia
Sobre minhas pálpebras
Hoje ainda não começou

É uma expectativa
O olhar do pássaro nas gerânias
Cai gota a gota, em emboscada

Meu bolso tá cheio
Uma agitação me cerca
Os jornais são os mesmos, sempre iguais
Página de política...

Tem vento, mas não tem nuvem
O som do chamado, tô com fome
O rádio da feira lê as notícias

Sons de corvos
Folhas do calendário
Estão se alongando,
Nos dias de inverno

As águas que bebi
Como mulheres bonitas
As sombras se estendem, se estendem
No final da tarde

Meus sonhos mofados
Como velhos cinemas
Sempre surge um acontecimento no meio

Quando chega a noite
A porta me espera
O que comi é um prato
Minha cama tá impaciente

Um lado pra cá
Outro pra lá
A lua cheia cai no meu travesseiro
Pelo que sinto, tudo é em vão