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Uma Chance (part. Nay Araújo)

Fillipe Costta

Letra

    A garoa fria cai lá fora, como um véu de noiva
    A neblina da noite esconde uma história
    O silêncio e quebrando o grito desesperador
    De longe eu vejo uma velha senhora chora sua dor

    Bate no peito que está lá! Deitado
    Suas roupas manchadas e o corpo ensanguentado
    Gotas cobrem seu rosto e o pensamento tá longe
    Ela disse espera um pouco? Não posso! Então se esconde

    O que você fez? Ela falou! Eu não vou te julgar
    Em vez disso meu Deus vou tentar te ajudar
    Te mandar, pro um outro lado do planeta
    Com o passar dos anos, pode ser! Que eles te esqueçam

    Que nada mãe! Da licença e não vou fugir
    Vou encarar tudo o que vier, a me infligir
    Minha dona, tá aqui e toda a minha vida
    Deixar vir que eu toco o dedo na ferida

    Escuta filho! Não tem ninguém do seu lado
    Eles querem mais! E ver você todo crivado
    Não quero ter sua lembrança dentro em um caixão
    Quero ver seu sorriso e as brincadeiras com o pião

    Os carrinhos de rolimã, que rasgava o asfalto
    Seus beijos, seus carrinhos, todos os seus abraços
    Me diz! O que eu faço? Pra conseguir a renúncia
    Que você fique! E não caminhe, nesta estrada escura

    Deixei você partir e não me perdoei
    Levantei minhas mãos ao céu e implorei para ao rei
    Uma chance, senhora, uma oportunidade
    Pra que ele olhasse pro meu coração e te abençoa-se

    Você pequeno eu lembro! A felicidade estampada
    De quando me buscava, com as sacolas na parada
    Para com isso! E passado ficou na lembrança
    De quando eu sofria! E via a tristeza sem esperança

    Lembra! De quanta humilhação a gente passo
    Minhas irmãs crescendo! Com o coração cheio de amor
    E o tanto que a senhora rala, pra erguer este barraco
    Ajeitado, quando eu! Fui adiantar uns lados

    Meu amor! Eu nunca te pedi isso, você sabe
    Mesmo com pouco que nos temos, bênçãos nos cabem
    Mais e meus sonhos? Não vale nada, isso não conta!
    Cansei de lágrimas desmanchando minha infância

    Mais me fala? Aonde o mundo lá fora te levou
    Um fugitivo sangrando com o coração cheio de dor
    E bandido e polícia, querendo que o sangue escorra
    Se eles nos pegam, nos dois juntos fico sem escolha

    Com este sangue não quero lavar as minhas mãos
    Fica aqui, e por mim faça uma oração
    Eu já pedi perdão, e erro já foi cometido
    O cerco tá fechado e ao redor só inimigo

    Tudo mordido, feroz! E pronto pro combate
    Em cada olho uma chama, e não falta coragem
    Eu te disse! Desesperada da tempo, não se joga
    Agora e tarde! A estrada e curta e está sem volta

    Eu quero te ver amor, de per não deitado
    Quero os seus sorrisos, não juntar seus pedaços
    Tem minhas irmãs, que precisam muito da sua força
    Vou sumir no mundo, não quero que você se envolva

    Tá vendo a chuva que caindo lá fora, tá me esperando!
    Me abençoa com suas palavras! Deixa, eu ir andando
    Enxuga a lágrima, que este e meu caminho
    A vida toda este comigo, nunca me deixou sozinho


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