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Valsa dos Exumados

Finita

Letra

    As correntes te arrastam
    Num ciclo obstinado
    E resignado aos arreios
    Tu desdenhas o acaso

    Então julgas que a vida te pune
    Que o sofrer repara
    E o mal que te afoga
    É fruto do carma

    Se o altíssimo não desceu
    É por que na terra caminhava
    A providência quis a morte
    Ou minha essência não recordava?

    Se o delírio me cegou
    E menosprezado foi meu clamor
    Por ironia, devo crer
    Sou a cria e o criador

    Eu que infestei o mundo com as bestas do abismo
    Carrego a pá da cova, a foice que a garganta corta
    E por ser livre desse humano determinismo
    Entrego a tua torpe vida de volta

    Levanta-te
    Levanta-te e anda
    Levanta-te
    E anda

    Que assim seja
    Fomos todos abandonados
    Ao som das bestas
    Dancem a valsa dos exumados

    Na vala dos mortos
    Indigentes, exilados
    Dancem a valsa dos exumados
    Ouçam a música das bestas e
    Dancem a valsa dos exumados


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