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Prancha Murga

Fisura Nativa

Murga Del Tablón

Tardes de empedrado
Veredas de antaño para tribunear
Y un par de fulbensitos gastados
Pispeando del banco esperando entrar

Cuerpeando la vida la gano
Y cuando salta con los codos, a cabecear
No lloro y sigo encarando
Fundiendo los bombos con la realidad

Como un torero de alma barrial
Danzando entre verdugos
Pone a delirar esta fiesta popular

Sin aire, volviendo a la espera
De otra primavera amagándonos
Peleando en cada esquina
La frita mezquina de esta religión
Y no es que le afloje
Si a veces te pido la hora tirado atrás
Bailando y agitando trapos
Alienta la hinchada y no puede parar

La murga se hace cuero sobre el tablón
Y hasta el viejo de la barba, al baile también asistió
Sí es el corso más lindo que vio

Esta noche festejamos
Que viene la comparsa y se lleva la malaria
Aunque adornen la parada
Las penas olvidados en viejas caravanas
Tantas emociones, nos pintan alegrías
Y van por la calle con tambores

Si la suerte nos espanta
Los locos igual bailan y la fisura canta
Si la suerte nos espanta
Igual hay que salir a vivir el carnaval
Lágrimas de colores, pasión que no entiende razón
Ya se va la murga para otro tablón

Prancha Murga

Tardes de paralelepípedos
Caminhos do passado para tribuna
E um par de fulbensitos gastos
Espirrando o banco esperando para entrar

Quebrando a vida eu ganho
E quando ele pula com os cotovelos, acena com a cabeça
Eu não choro e continuo de frente
Derretendo os tambores com realidade

Como um toureiro com uma alma de vizinhança
Dançando entre carrascos
Coloca para rave este feriado popular

Sem ar, esperando novamente
De outra primavera morrendo
Lutando em todos os cantos
O mesquinho frito desta religião
E não que eu solte ele
Se às vezes eu te peço o tempo jogado de volta
Dançando e acenando trapos
Encoraje o ventilador e não pode parar

A murga é feita de couro no tabuleiro
E até o velhinho de barba, ele também assistiu a dança
Sim, é o corsário mais bonito que ele viu

Hoje à noite nós celebramos
A comparsa está chegando e a malária é levada embora
Embora decorem a parada
As tristezas esquecidas nas caravanas antigas
Tantas emoções, elas nos pintam alegrias
E eles descem a rua com tambores

Se a sorte nos assusta
Os loucos ainda dançam e a fissura canta
Se a sorte nos assusta
Talvez você tenha que ir viver o carnaval
Lágrimas de cores, paixão que não entende a razão
A murga está saindo para outra diretoria

Composição: Julian Mendiondo / Marcelo Mendiondo