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Os corvos se divertem

Fito & Fitipaldis

Los cuervos se lo pasan bien

Llegué hasta el fondo y ya no supe volver
Será mejor que ahora me sueltes la mano
Si te preguntan, no les hables de mí
Sabes que soy solo un ave de paso

Sentí el hastío y la desilusión
Y la llamada de la carretera
Y me inventé una vida porque si no
Tendría que haber copiado la de cualquiera

Iré a buscarte si consigo volver
Caminaré del infierno a tus brazos
No te preocupes, nada va a ocurrir
No te preocupes, no es necesario

No, no, no
Yo siempre me he sentido extraño
No, no, no
Tan triste como afortunado

Sueño profundo, no me dejes salir
No me despiertes, no me sueltes la mano
Sabes que los demonios vienen a por mí
No sé muy bien por qué siempre les hago caso

Aún no era tarde cuando se fue
Pero el dolor se quedó a dormir
Sentí el compás al amanecer
No hay más remedio que seguir bailando

No, no, no
Yo siempre me he sentido extraño
No, no, no
Tan triste como afortunado

Sonrío por seguir en pie
Ya sé que el tiempo siempre está nublado
Los cuervos se lo pasan bien
Y bailan a saltitos a mi lado

No, no, no
Yo siempre me he sentido extraño
No, no, no
Tan triste como afortunado

No, no, no, no, no, no
Yo siempre me he sentido extraño
No, no, no, no
Tan triste como afortunado

Os corvos se divertem

Cheguei até o fundo e não soube mais voltar
É melhor você me soltar a mão agora
Se te perguntarem, não fala de mim
Você sabe que sou só um pássaro de passagem

Senti o tédio e a desilusão
E a chamada da estrada
E inventei uma vida porque senão
Teria que ter copiado a de qualquer um

Vou te buscar se conseguir voltar
Caminharei do inferno até seus braços
Não se preocupa, nada vai acontecer
Não se preocupa, não é necessário

Não, não, não
Eu sempre me senti estranho
Não, não, não
Tão triste quanto sortudo

Sonho profundamente, não me deixe sair
Não me acorde, não me solte a mão
Você sabe que os demônios vêm atrás de mim
Não sei muito bem por que sempre os escuto

Ainda não era tarde quando ele foi embora
Mas a dor ficou pra dormir
Senti o ritmo ao amanhecer
Não há outro jeito a não ser continuar dançando

Não, não, não
Eu sempre me senti estranho
Não, não, não
Tão triste quanto sortudo

Sorrio por continuar de pé
Já sei que o tempo sempre está nublado
Os corvos se divertem
E dançam pulando ao meu lado

Não, não, não
Eu sempre me senti estranho
Não, não, não
Tão triste quanto sortudo

Não, não, não, não, não, não
Eu sempre me senti estranho
Não, não, não, não
Tão triste quanto sortudo

Composição: Carlos Raya, Fito Cabrales