Llueve Sobre Mojado
Hay una lágrima en el fondo del río
De los desesperados
Adán y Eva no se adaptan al frío
Llueve sobre mojado
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá
Ya no sabe a pecado
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá
Llueve sobre mojado
Al asesino de la cola del cine
El Padrino Tres le ha decepcionado
Los violadores huyen de los jardines
Llueve sobre mojado
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá
Sueños equivocados
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá
Llueve sobre mojado
Y, después de llover
Un relámpago va
Deshaciendo la oscuridad
Con besos, que antes de nacer
Morirán
Ayer, Julieta denunciaba a Romeo
Por malos tratos en el juzgado
Cuando se acuestan, la razón y el deseo
Llueve sobre mojado
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá
Cosas de enamorados
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá
Llueve sobre mojado
La última guerra fue con mando a distancia
El dormitorio era un vagón de soldados
Por más que llueva y valga la redundancia
Llueve sobre mojado
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá
Uno y uno son demasiados
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá
Llueve sobre mojado
Y, al final, sale un sol
Incapaz de curar
Las heridas de esta ciudad
Y se acostumbra el corazón
A olvidar
Dormir contigo es estar solo dos veces
Es la soledad al cuadrado
Todos los sábados son martes y trece
Llueve sobre mojado
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá
Cada cual por su lado
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá
Llueve sobre mojado
Llueve sobre mojado
Llueve sobre mojado
Y Colorín Colorado
Este cuento se ha empezado
Llueve sobre mojado
Llueve sobre mojado
Llueve sobre mojado
Llueve sobre mojado
Chove No Molhado
Há uma lágrima no fundo do rio
Dos desesperados
Adão e Eva não se adaptam ao frio
Chove no molhado
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá
Já não tem mais sabor de pecado
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá
Chove no molhado
Ao assassino no fim da fila do cinema
Ficou decepcionado com o Poderoso Chefão 3
Os estupradores fogem dos jardins
Chove no molhado
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá
Sonhos equivocados
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá
Chove no molhado
E, depois de chover
Um relâmpago vai
Desfazendo a escuridão
Com beijos, que antes de nascer
Morrerão
Ontem, Julieta denunciava a Romeu
Por maus-tratos no tribunal
Quando se deitam, a razão e o desejo
Chove no molhado
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá
Coisas de apaixonados
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá
Chove no molhado
A última guerra foi com controle remoto
O quarto era um vagão de soldados
Por mais que chova e a redundância seja válida
Chove no molhado
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá
Um mais um são demais
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá
Chove no molhado
E, no final, sai um sol
Incapaz de curar
As feridas dessa cidade
E o coração se acostuma
A esquecer
Dormir com você é estar sozinho duas vezes
É a solidão ao quadrado
Todos os sábados são terça-feira treze
Chove no molhado
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá
Cada um para o seu lado
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá
Chove no molhado
Chove no molhado
Chove no molhado
E Colorín Colorado
Esse conto começou
Chove no molhado
Chove no molhado
Chove no molhado
Chove no molhado