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Nada Brahma

Flaco Vazquez

Nada Brahma

Quiero sentir cómo, se desaforan mis tejidos
No vale mentir, soy rehén de pensamientos forajidos
Yo moré donde moran los compungidos
Me enamoré de gatas flora y sus cumplidos

Estuve tirando a la basura mi jornal
En serio, vomitar a cada rato no es normal
Tuvieron que ver esos baches en la ruta
Conocí la farra, el tugurio, las putas

Qué peligro se hace en función con el habla
Los caprichos de la carne, son, una macabra ilusión
Yo sé que es tarde pero no es tarde para retractarme
Como un iluso hice alarde de mi confusión

Estuve expósito a tormentas que relatan
Que pese a todo se la bancó mi fragata
Tengo propósitos pesados que partieron las patas
De mi silla, antes que me ponga una soga de corbata

Y si por la arboleda anduve
Fue por querer emular la dicha de un alado respirando nubes
Pero aturdido de tanto barullo
A veces tomo, a veces fumo yuyo

Pero me iré al cielo pa rogar prórroga y no más droga
El orgullo te mata mi'jo, ese es el eslogan
Nos vemos, voy a dejar a estos sujetos
Sujetos a ser tácitos

No existimos para el exitismo
Es para hacerte omitir el timo, avísenle a parásitos
Que ya no voy a dejar que me chupen los huevos
Por eso esculpo en braille mis actos

Manosean pero no entienden mis obras estos críticos sin tacto
Hasta el silencio rima, ves?
No es que esté con candado, pero me gusta estar apartado
Es que últimamente solamente estoy cordialmente invitado

A un asado entre caníbales
No pude ver aunque espié por el cerrojo
Estaba tirando, y tenía que pujar
Pude ver recién cuando me arranqué estos ojos rojos

Acribillé todo lo que tenía de flojo
Y por más que le ponga un collar a la rata
Y la trata sea como a la de un perro, rata sigue siendo
Voy a tener la razón cuando le sueltes la correa

Y este agarré lo que hay en tu mesa y se vaya corriendo
El ego no es buena novia
Ese burdo se creyó divino pero terminó una momia
Como alquimista yo hago lo que se me cante

El fuego hiere pero alimenta si soy su semejante
Mis letras suelen encontrar
Que cuerpos celestes momentáneamente renuncian al éter
Por el milagro de ver a un mundano obsequiar amor al prójimo

Sin que haya interés detrás
Mis letras suelen encontrar
Que cuerpos celestes momentáneamente renuncian al éter
Por el milagro de ver a un mundano obsequiar amor al prójimo

Sin que haya interés detrás
Yo creo antes del veo
Lo tuyo no sé si es ignorancia o histeriqueo
Pero no te auto-proclames como músico

Si veo que te comportas como un ateo
Yo creo antes del veo
Lo tuyo no sé si es ignorancia o histeriqueo
Pero no te auto-proclames como músico
Si veo que te comportas como un ateo

Nada Brahma

Quero sentir como, se descontrolam meus sentidos
Não vale mentir, sou refém de pensamentos perdidos
Eu morei onde habitam os aflitos
Me apaixonei por gatas e seus elogios

Estive jogando fora meu salário
Sério, vomitar toda hora não é normal
Tiveram que ver aqueles buracos na estrada
Conheci a farra, o boteco, as putas

Que perigo se torna a fala em ação
Os caprichos da carne são, uma ilusão macabra
Eu sei que é tarde, mas não é tarde pra me retratar
Como um iludido fiz alarde da minha confusão

Estive exposto a tempestades que contam
Que apesar de tudo, minha fragata se aguentou
Tenho propósitos pesados que quebraram as pernas
Da minha cadeira, antes que eu coloque uma corda no pescoço

E se pela floresta andei
Foi por querer emular a felicidade de um alado respirando nuvens
Mas atordoado de tanto barulho
Às vezes bebo, às vezes fumo um baseado

Mas eu vou pro céu pra pedir prorrogação e nada de droga
O orgulho te mata, meu filho, esse é o lema
Nos vemos, vou deixar esses sujeitos
Sujeitos a serem tácitos

Não existimos para o sucesso
É pra te fazer omitir o golpe, avisem aos parasitas
Que não vou mais deixar que me chupem os ovos
Por isso esculpo em braille meus atos

Manoseiam, mas não entendem minhas obras esses críticos sem tato
Até o silêncio rima, vê?
Não é que esteja trancado, mas gosto de estar afastado
É que ultimamente só estou cordialmente convidado

A um churrasco entre canibais
Não pude ver, embora espiasse pela fechadura
Estava puxando, e tinha que esforçar
Pude ver só quando arranquei esses olhos vermelhos

Acribilei tudo que tinha de fraco
E por mais que coloque um colar na rata
E o tratamento seja como o de um cachorro, rata continua sendo
Vou ter razão quando soltar a coleira

E esse peguei o que há na sua mesa e saí correndo
O ego não é uma boa namorada
Esse idiota se achou divino, mas terminou como uma múmia
Como alquimista eu faço o que me der na telha

O fogo fere, mas alimenta se sou seu semelhante
Minhas letras costumam encontrar
Que corpos celestes momentaneamente renunciam ao éter
Pelo milagre de ver um mundano oferecer amor ao próximo

Sem que haja interesse por trás
Minhas letras costumam encontrar
Que corpos celestes momentaneamente renunciam ao éter
Pelo milagre de ver um mundano oferecer amor ao próximo

Sem que haja interesse por trás
Eu creio antes do vejo
O que é seu não sei se é ignorância ou histeria
Mas não se auto-proclame como músico

Se vejo que se comporta como um ateu
Eu creio antes do vejo
O que é seu não sei se é ignorância ou histeria
Mas não se auto-proclame como músico
Se vejo que se comporta como um ateu

Composição: Flaco Vazquez