395px

Requiem

Flaco Vazquez

Requiem

Eyou' mirame you'
Eyou' mirame you'
You, you

Esta jornada tengo las bolas hinchadas, todo bien che
Pero me chupa bien la chota
Si Fulano y Mengano dicen si soy bueno o malo
Si de quien lo esperaba, nunca escuché nada

Y no llegué a decirlo mano a mano
Me cago en mis reacciones de mierda por inercia
Que me quedaron de herencia
Yo quería los nunchakus

Aguanté de Cayetano mis dolencias
Pero hoy ya no me arde que el vecino ponga Leo Mattioli al taco
Andá a saber hace cuanto, no nos reímos
Y todavía tengo en el frío la quinta pena que nunca compartimos

Por si las moscas que nunca existieron, si esto solo fue un mal sueño
Los reyes vinieron y no hay regalo abrimos
Pero tengo que despertar para ir a ganarme el pan
Pa' no ver que la casa esté en silencio pero no está en paz

Y no puedo zafar del enojo que generan esos platos sucios
Y hace días no hay nada pa' morfar
Me fui a buscar la luz a la boca del lobo
Sin rumbo fijo

Volví a sentirme hijo al dejarme cebar por el vacío de estar solo
Mirándome al espejo a oscuras, corte siendo parte del todo
Me subí los huevos al hombro y bajé del árbol
Pa' hacerme cargo de ser quien camina entre caras de mármol

Poner los pies sobre la tierra que barro
De agua da en el jarro que rompió en mi nuca pa' moldear otra pisada
Tuve una eternidad sin algo bueno que sacar
El olor no sé si soy yo o son los fiambres del placard

Tengo que abrir el ventanal en paz
Siempre fui de ventilar, pero ayer rompía vidrios como un rapaz
Pero dejé de asociarme con bajas vibraciones
Ahora me estoy atando mejor los cordones

O me voy a caer de trompa
Guardé un porrazo en un porrito para poder caretearselo a los compa
Nunca llegué tan tarde
Y el no saber si mirar pa'l cielo o mirar pa'l suelo, lo que más me arde

Aparte de que tengo un par de cosas atoradas en el esternón
Que Dexter no conoce que quiero que guarde
Quiero quemarme las pestañas hasta que no queden lagañas
Que quiero ver claro donde echarme un cloro

No quiero compartir el rastro y no es que me avergüenze mostro
Quiero que tenga la revancha en este rostro
Tanto camino me hace más inquieto espero
Tantas limadas me están haciendo más áspero

No te preocupes que ya no soy quien pa' arriba escupe
Que con un pollo en la jeta no soy fachero lo supe
No te preocupes, dale
Que no me quita el sueño los puñales por la espalda

Que me rodea gente que pondría la espalda sin dudar
Pa' que no me apuñalen
Ni me acuerdo cuando perdí a mi ángel de la guarda
Yo sé que apadrinar esos resguardos

¿Qué te sorprende?
Que lo que no me guardo no sea para armar bardo
Que me volví más blando al dejar de estar caliente
Cuando te vi cagado de frío sin estar temblando

Hoy tengo tu humildad, pero sigo en la esquina
Sueño con una vida sucia pero fina
No va a haber tiempo pa' que merezca mi penar ni vos ni aquella mina
Te lo juro por la Dalma y la Yanina

Requiem

E aí, me olha você
E aí, me olha você
Você, você

Essa jornada tá me deixando estressado, tudo tranquilo, beleza
Mas tô me lixando pra isso
Se Fulano e Mengano dizem se sou bom ou ruim
Se de quem eu esperava, nunca ouvi nada

E não consegui dizer na cara
Me cago nas minhas reações merdas por inércia
Que ficaram de herança
Eu queria os nunchakus

Aguentei as dores de Cayetano
Mas hoje já não me incomoda que o vizinho coloque Leo Mattioli no talo
Vai saber há quanto tempo, não rimos
E ainda tenho na lembrança a quinta pena que nunca compartilhamos

Só por via das dúvidas que nunca existiram, se isso foi só um pesadelo
Os reis vieram e não tem presente, abrimos
Mas tenho que acordar pra ir ganhar meu pão
Pra não ver que a casa tá em silêncio, mas não tá em paz

E não consigo escapar da raiva que esses pratos sujos geram
E há dias não tem nada pra comer
Fui buscar a luz na boca do lobo
Sem rumo certo

Voltei a me sentir filho ao me deixar levar pelo vazio de estar sozinho
Me olhando no espelho às escuras, tipo sendo parte do todo
Coloquei os ovos no ombro e desci da árvore
Pra assumir que sou quem caminha entre caras de mármore

Colocar os pés na terra que barro
De água dá no jarro que quebrou na minha nuca pra moldar outra pisada
Tive uma eternidade sem algo bom pra tirar
O cheiro não sei se sou eu ou são os frios do armário

Tenho que abrir a janela em paz
Sempre fui de ventilar, mas ontem quebrava vidros como um moleque
Mas parei de me associar com vibrações baixas
Agora tô amarrando melhor os cadarços

Ou vou cair de cara
Guardei um porradão num baseado pra poder disfarçar pros parças
Nunca cheguei tão tarde
E o não saber se olhar pro céu ou olhar pro chão, é o que mais me queima

Além de ter um par de coisas entaladas no esterno
Que Dexter não conhece e quero que guarde
Quero queimar as pestanas até não sobrar remela
Que quero ver claro onde me jogar um cloro

Não quero compartilhar o rastro e não é que eu me envergonhe, monstro
Quero que tenha a revanche nesse rosto
Tanto caminho me deixa mais inquieto, espero
Tantas limadas tão me deixando mais áspero

Não se preocupa que já não sou quem cospe pra cima
Que com um frango na cara não sou bonito, eu sabia
Não se preocupa, vai
Que não me tira o sono as facadas pelas costas

Que me rodeia gente que colocaria a cara sem hesitar
Pra que não me apunhalem
Nem me lembro quando perdi meu anjo da guarda
Eu sei que apadrinhei esses resguardos

O que te surpreende?
Que o que não guardo não é pra arrumar briga
Que fiquei mais mole ao parar de estar quente
Quando te vi todo cagado de frio sem estar tremendo

Hoje tenho sua humildade, mas sigo na esquina
Sonho com uma vida suja, mas fina
Não vai haver tempo pra que mereça meu sofrimento, nem você nem aquela mina
Te juro pela Dalma e pela Yanina

Composição: Flaco Vazquez