Tra Le Mie Braccia
Prima voce:
Nuvole nere di polvere e fumo
E livida luce d'un rapido addio.
Tu dove sei? io non ti trovo.
Tu dove sei? io non ti vedo.
Urla di donna e poi lei
Sempre impazzita cos'ha?
Occhi sbarrati coperti di terra
Gridano a me la sua storia di guerra.
L'ultimo abbraccio a mia madre e mio padre
Si perde così tra migliaia di addii
Fuggono via, vanno lontano
Mai come qui, mai come adesso.
Seconda voce:
E ora chi mi può capire qua dentro cosa sento?
Forse è un po' come morire nel centro d'un lamento
Non so più cosa pensare non so che cosa fare
Sono sola, sola, sono sola, sì...
Prima voce:
Livido sole nel nero d'un cielo
Lo stelo d'un fiore spezzato così.
Tu dove sei? io non ti vedo.
Tu dove sei? io non ti trovo.
Il suo dolore è già mio
E sto piangendo con lei.
I suoi quattro figli li ha presi la guerra
Grida di madre coperte di terra:
Seconda voce:
Tu non sai cosa vuol dire restare sola al mondo
Anche sulle loro vite cadevano le bombe.
Chi me li potrà ridare anche solo un istante?
Sono sola, sola, sono sola, sì...
Prima voce:
No, non posso più restare a guardare cosa sento, voglio
Prendere fra le mie braccia il dolore del mondo
Consolare fino in fondo ogni piccolo lamento
Ogni cuore solo, ogni cuore, sì!
Non ho più lacrime nel mio dolore
L'amore mi spinge ormai fuori di me
Mai come qui, mai come adesso.
No, non posso più restare a guardare cosa sento, voglio
Prendere fra le mie braccia il dolore del mondo
Consolare fino in fondo ogni piccolo lamento
Ogni cuore solo, ogni cuore, sì!
Non ho più lacrime nel mio dolore
L'amore mi spinge ormai fuori di me.
Entre Meus Braços
Primeira voz:
Nuvens escuras de poeira e fumaça
E a luz pálida de uma rápida despedida.
Onde você está? eu não te encontro.
Onde você está? eu não te vejo.
Gritos de mulher e depois ela
Sempre enlouquecida, o que há?
Olhos arregalados cobertos de terra
Gritam pra mim sua história de guerra.
O último abraço em minha mãe e meu pai
Se perde assim entre milhares de despedidas
Fugindo, indo longe
Nunca como aqui, nunca como agora.
Segunda voz:
E agora quem pode me entender aqui dentro do que sinto?
Talvez seja um pouco como morrer no meio de um lamento
Não sei mais o que pensar, não sei o que fazer
Estou sozinha, sozinha, estou sozinha, sim...
Primeira voz:
Sol pálido no negro de um céu
O caule de uma flor quebrado assim.
Onde você está? eu não te vejo.
Onde você está? eu não te encontro.
Sua dor já é minha
E estou chorando com ela.
Seus quatro filhos a guerra levou
Gritos de mãe cobertos de terra:
Segunda voz:
Você não sabe o que é ficar sozinha no mundo
Até sobre suas vidas caíam as bombas.
Quem pode me devolver eles, mesmo que por um instante?
Estou sozinha, sozinha, estou sozinha, sim...
Primeira voz:
Não, não posso mais ficar só olhando o que sinto, quero
Pegar entre meus braços a dor do mundo
Consolar até o fundo cada pequeno lamento
Cada coração solitário, cada coração, sim!
Não tenho mais lágrimas na minha dor
O amor me empurra pra fora de mim
Nunca como aqui, nunca como agora.
Não, não posso mais ficar só olhando o que sinto, quero
Pegar entre meus braços a dor do mundo
Consolar até o fundo cada pequeno lamento
Cada coração solitário, cada coração, sim!
Não tenho mais lágrimas na minha dor
O amor me empurra pra fora de mim.