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Quebrado

Folly

Broken

Breathe me in like air, innocent.
My fingers bleed.
I've been writing too much.
Preventing these words from searing my battered throat.
And I can't even scream so I sketch your face.
Each line was a cry.
Each curve bore blindness.
Prevent my arms from failing.
Limitless expressions to your face I can't conform,
But give hands the chance voice wouldn't have.
It was the first time that our words kissed, but our lips, they didn't even touch.
No skin on skin.
The first time in my life that I existed.
And each time that we breathed, we were reborn.
We're reborn each time we breathe.
These nights were gaining strength yet losing ground.
A short-lived grace.
Your tongue!
I taste your ways with a pen in my hand, in my hand, in my hand.
I taste your ways.
Well, in a matter of time my life went from day to night, incriminating textures.
Where on earth did you go?
What happened to us?
With this retouching paint, I will use a brush, apply it to your canvas.
This was once a beautiful painting.
Each lasting memory will control each word that I write.
And I used to think that my hands could dance.
I only needed to hold myself up.
You were never a crutch as you tore me away like this fringed papers' edge.
You were never a crutch?
But now I see my hand's been broken for quite some time.
These memories impale the senses to this day.
I'm broken.

Quebrado

Respira em mim como ar, inocente.
Meus dedos sangram.
Eu escrevi demais.
Impedindo essas palavras de queimar minha garganta machucada.
E eu não consigo nem gritar, então eu desenho seu rosto.
Cada linha era um grito.
Cada curva trazia cegueira.
Impeça meus braços de falharem.
Expressões ilimitadas no seu rosto que não consigo me adaptar,
Mas dou às mãos a chance que a voz não teria.
Foi a primeira vez que nossas palavras se beijaram, mas nossos lábios nem se tocaram.
Sem pele sobre pele.
A primeira vez na minha vida que eu existi.
E cada vez que respirávamos, renascíamos.
Renascemos cada vez que respiramos.
Essas noites estavam ganhando força, mas perdendo terreno.
Uma graça efêmera.
Sua língua!
Eu sinto seu jeito com uma caneta na mão, na mão, na mão.
Eu sinto seu jeito.
Bem, em questão de tempo, minha vida passou do dia para a noite, texturas incriminadoras.
Onde diabos você foi?
O que aconteceu conosco?
Com essa tinta de retoque, vou usar um pincel, aplicá-la na sua tela.
Isso já foi uma bela pintura.
Cada memória duradoura controlará cada palavra que eu escrever.
E eu costumava pensar que minhas mãos podiam dançar.
Eu só precisava me sustentar.
Você nunca foi uma muleta enquanto me rasgava como a borda desses papéis desgastados.
Você nunca foi uma muleta?
Mas agora vejo que minha mão está quebrada há bastante tempo.
Essas memórias atravessam os sentidos até hoje.
Estou quebrado.

Composição: Folly / Jon Tummillo