Contrariedad
Me asechan en el bosque
Dos lobos se avecinan
Uno con bondad que brilla
Otro inquieto por su malicia
Sedientos se aproximan
Y reclaman la verdad de mi ser
Enfrentamiento y contrariedad
Cada cual reclama el trozo de alma que le corresponde, que le pertenece
Mantén la llama
Naturaleza destructiva
Al caer la noche se tejerán los cimientos
Alimentando al vencedor
Malaventurado el que se esconde
Frialdad que congela tu valor
Mantente vivo
Enciende mis ojos
Me asechan en el bosque
Herido, cojo y sin razón
Presiento mi sentencia
Y acepto tu victoria
No hay perdón ni olvido
¿En qué me has convertido?
¿Por qué? Destruyes todo lo que tocas
¿Por qué? Cortaste mi piel para bañarte con mi sangre
No hay más
Tu traición es mi agonía
Tu ausencia, un veneno que me asfixia, noche tras noche
¿Por qué?
Mantén la llama
Naturaleza destructiva
Mantente vivo
Tus cenizas serán mi renacer
Contrariedade
Me cercam na floresta
Dois lobos se aproximam
Um com bondade que brilha
Outro inquieto pela malícia
Sedentos se aproximam
E exigem a verdade do meu ser
Conflito e contrariedade
Cada um reivindica o pedaço da alma que lhe cabe, que lhe pertence
Mantenha a chama
Natureza destrutiva
Ao cair da noite, os alicerces serão tecidos
Alimentando o vencedor
Maldito aquele que se esconde
Frieza que congela sua coragem
Mantenha-se vivo
Acenda meus olhos
Me cercam na floresta
Ferido, mancando e sem razão
Pressinto minha sentença
E aceito sua vitória
Não há perdão nem esquecimento
Em que você me transformou?
Por quê? Você destrói tudo que toca
Por quê? Cortou minha pele para se banhar com meu sangue
Não há mais
Sua traição é minha agonia
Sua ausência, um veneno que me asfixia, noite após noite
Por quê?
Mantenha a chama
Natureza destrutiva
Mantenha-se vivo
Suas cinzas serão meu renascimento