Errante
Divago en mares repletos de neblina
Seguro que me perderé
Profundos pensamientos sobre desesperanza
La pena enfría la ilusión
Navego en confusiones
Y la tormenta llega
Las olas me tumban, hay ruido y arrogancia
El miedo no permite ver
Pero nunca me olvido de que he muerto tantas veces
Tantas que ya me acostumbré
Y no, no sé si alcanzará
Quizás será en otro lugar
Que necio eres cuando estás arrepentido
Al igual que el mar golpeando aquellas rocas
Sin descanso, día y noche
Escucharás retumbar cada golpe
Que cuentan una historia irrepetible
Que le daba sentido a tu viaje, el cuál llegó a su fin
Has sido desterrado
Eres merecedor del sufrimiento
Enfrentarás tu castigo por tus acciones
Por haber sido cobarde
Por haber intentado escapar
Tu destino supuestamente fue escrito por tu voluntad
Pero no es nada más que un montón de palabras vacías
Finalmente, todo se me escapó de las manos
He sido esclavo de mis impulsos
Testigo del caos, hijo del miedo
Fanático de lo absurdo, errante sin remedio
Errante
Divago em mares cheios de neblina
Certeza que vou me perder
Pensamentos profundos sobre a desesperança
A dor esfria a ilusão
Navego em confusões
E a tempestade se aproxima
As ondas me derrubam, tem barulho e arrogância
O medo não deixa ver
Mas nunca me esqueço que já morri tantas vezes
Tantas que já me acostumei
E não, não sei se vai dar
Talvez seja em outro lugar
Que idiota você é quando está arrependido
Assim como o mar batendo nas rochas
Sem descanso, dia e noite
Você ouvirá ecoar cada golpe
Que conta uma história irrepetível
Que dava sentido à sua jornada, que chegou ao fim
Você foi desterrado
Merece o sofrimento
Enfrentará seu castigo por suas ações
Por ter sido covarde
Por ter tentado escapar
Seu destino supostamente foi escrito pela sua vontade
Mas não é nada mais que um monte de palavras vazias
Finalmente, tudo escorregou das minhas mãos
Fui escravo dos meus impulsos
Testemunha do caos, filho do medo
Fanático do absurdo, errante sem remédio
Composição: Matías Leyton