Desistência Confortável
Forja do Caos
Chamam calma de sabedoria
Chamam parar de harmonia
Dizem que tudo tem seu tempo
Enquanto o tempo foge todo dia
Nada pesa, nada exige
Tudo pode esperar
O mundo corre lá fora
Aqui, dá pra deitar
É paciência, não é medo
É descanso, não é fim
É só hoje, só agora
Depois eu volto pra mim
Depois eu faço (mentira)
Não é agora (nunca é)
Depois eu penso (um dia)
Deixa pra lá (pra quem quiser)
O martelo ali, largado na mão
Projeto inteiro na imaginação
Chama pausa de equilíbrio
Mas foge da própria direção
Sonho grande, passo curto
Tudo em modo economia
Se não dói, não incomoda
Se não anda, dá anestesia
É experiência, dizem
É preciso esperar
Mas a vida não pergunta
Se tu vai se levantar
Depois eu faço (mentira)
Não é agora (nunca é)
Depois eu tento (talvez)
Deixa pra lá (pra quem quiser)
Não é descanso
É desistência confortável



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