O Último Reino

Forja do Caos

Sinos tocam, muralhas ruem
Ecos de glória, que já não fluem
Da poeira ergue-se o som do aço
Chamando os reis, ao seu fracasso!

O aço resiste, mas quebra no olhar
Promessas queimam, sem se apagar!
As coroas brilham, manchadas de engano
Tiranos reinam, em nome do humano!

A chama vacila, o céu se fechou
O poder consome, quem o forjou!

O último reino, tombou na ilusão!
O fogo devora, a própria nação!
Heróis em ruínas, clamando perdão
Mas reinam nas cinzas, da corrupção!

Juram lutar, por glória e dever
Mas o ódio é tudo, que sabem ter!
O trono vazio, exige o seu preço
E cada vitória, é mais um tropeço!

Entre muralhas, de ferro e pecado
O homem se ergue, mas segue acorrentado!
A chama do trono, insiste em brilhar
Mesmo que o reino, precise sangrar!

O último reino, o fim da razão!
A forja é mestra, da corrupção!
Nos salões quebrados, ecoam os gritos
Do povo que luta, e dos reis malditos!

O último reino, em fogo coroado!
Da chama ao aço, o mundo é forjado!
O trono é de cinzas!, e ainda lutamos
Pra sentar sobre ele, enquanto queimamos!

Composição: Rodrigo Tarragô Ramos de Araújo. Essa informação está errada? Nos avise.

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