Sob o Céu Partido
Forja do Caos
O fogo dorme sob as pedras
As chamas cansaram de arder
Dos céus quebrados cai a lembrança
De um poder que não soube viver
Erguemos torres sobre ossos
Jurando domar o trovão
Mas do aço brotou a ruína
E o caos tomou nossa mão
O vento corta como vidro
As sombras bebem a luz
No espelho do firmamento
Vemos o que o orgulho produz
Sob o céu partido, os deuses se calaram
As vozes da forja, há muito se apagaram
E nós, filhos da centelha, sem guia, sem altar
Nos erguemos das cinzas, e juramos recomeçar
Do chão rachado, cresce o medo
Dos olhos, a névoa da dor
O tempo se curva ao enredo
De um mundo sem cor
E se o trovão ainda fala
Que grite o que restou!
Pois sob as fendas do firmamento
O eco do caos despertou!
Sob o céu partido, tombamos e renascemos
Nas brasas do erro, forjamos o que seremos
Nenhum Deus virá, nem salvação tardia
Só a voz do caos, guiando o novo dia
Sob o céu partido!
Sob o céu partido!
Sob o céu partido
Sob o céu
Partido



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