Mamada sin dientes
Tanta oscuridad en mi alma me corroe el pensamiento, eh
Como un veneno que me pudre por dentro, sé
Torno al lamento, mi voz interior
Te ofrezco una mirada detrás del bastidor
No encuentro paz y amor, solo veo guerra y odio
Aumenta la presión, soy un hijo del agobio
En este territorio no verás unicornio
El mundo está enfermo y yo recojo el testimonio
Rodas de demonios, sufro la maldición
Puedo verlo desde arriba como un ojo de halcón
He perdido media vida buscando alguna salida
Pero no hay alternativa, se pudre el corazón
A mí de nada me sirve una limpieza de chakras
Ni irme al monte pa' vivir entre cabras
No esperes que compartas los problemas que tengo
Cerrado a cal y canto, la distancia, mantengo
Algunos ignorantes me lo tildan de arrogancia
Cargo con mis traumas desde la época de la infancia
A nadie pido ayuda y no es cuestión de orgullo
Yo tengo mis problemas, tú también tienes los tuyos
Yo no sé el destino, lo que ha escrito para mí
Solo sé que en un instante me siento tan infeliz
Que podría echar a reír y esa es la paradoja
No puedo vivir sin agua y me quejo de que me moja
Mi mente se atora, me roba el presente
La voz de mi cabeza me dice no es suficiente
Pero lo mejor no es lo más bonito siempre
Como una mamada sin dientes
Insolente cuando me muestro sincero
Por eso a veces prefiero mantenerme al margen
Temo al civilizado, no al salvaje
Porque al final los que más roban lleva traje
Normal que no encaje, yo ya se lo dije
Todos miran el fruto, yo miro raices
Escalas de grises tiñendo el paisaje
La vida me puede, reflejo el visaje
Mi ángel de la guarda está de huelga
Y yo de juerga rogándole que vuelva
Colgando entre las ramas me desplazo por la selva
Mi musa se presenta con el nombre de Minerva
La cabeza enferma con eso de ser más
No paro ni aunque duerma, libro una guerra interna
Solo hallo la paz en el medio de tu pierna
Allí me refugio como antiguo en las cavernas
Ya no quedan sargos, mares de silicona
Peco demasiado pero mi madre me perdona
Entro en el estado en el que ya no se razona
Dentro de mí
Chupada sem dentes
Tanta escuridão na minha alma me corrói o pensamento, eh
Como um veneno que me apodrece por dentro, sei
Volto ao lamento, minha voz interior
Te ofereço um olhar por trás do pano
Não encontro paz e amor, só vejo guerra e ódio
A pressão aumenta, sou um filho do estresse
Neste território não verás unicórnio
O mundo está doente e eu recolho o testemunho
Rodas de demônios, sofro a maldição
Posso ver de cima como um olho de falcão
Perdi metade da vida buscando uma saída
Mas não há alternativa, o coração apodrece
Pra mim não adianta uma limpeza de chakras
Nem ir pro mato pra viver entre cabras
Não espere que eu compartilhe os problemas que tenho
Fechado a cal e canto, a distância, mantenho
Alguns ignorantes me chamam de arrogante
Carrego meus traumas desde a infância
Não peço ajuda a ninguém e não é questão de orgulho
Eu tenho meus problemas, você também tem os seus
Não sei o destino, o que foi escrito pra mim
Só sei que em um instante me sinto tão infeliz
Que poderia começar a rir e essa é a paradoxa
Não posso viver sem água e me queixo de que me molha
Minha mente se entope, me rouba o presente
A voz na minha cabeça diz que não é suficiente
Mas o melhor nem sempre é o mais bonito
Como uma chupada sem dentes
Insolente quando me mostro sincero
Por isso às vezes prefiro ficar à parte
Temo o civilizado, não o selvagem
Porque no final, quem mais rouba vem de terno
Normal que eu não encaixe, eu já disse
Todos olham o fruto, eu olho as raízes
Escalas de cinza tingindo a paisagem
A vida me pode, reflete o semblante
Meu anjo da guarda está em greve
E eu de farra, rogando pra que volte
Pendurado entre os galhos, me deslizo pela selva
Minha musa se apresenta com o nome de Minerva
A cabeça doente com isso de ser mais
Não paro nem quando durmo, travo uma guerra interna
Só encontro paz no meio da sua perna
Lá me refugio como um antigo nas cavernas
Já não restam sargos, mares de silicone
Peco demais, mas minha mãe me perdoa
Entro no estado em que já não se raciocina
Dentro de mim