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Nada

Fran Perea

Nada

Son las diez, ya pasadas
Y abrazado a mi guitarra
He creído ver tu cara
En mi mano reflejada
He querido preguntarle
Si en tu viaje me llevabas
Por si acaso me apeaba
En la primera parada
¿quién escogió esas notas
Que en mi mente sonaban?
Quemó alguien los papeles
Que, sin miedo, de ti hablaban
Y mi vida que no mejora
Y el tiempo que nos separa
Y es entonces que me doy cuenta
De que no ha cambiado nada
Y es que soy tan pequeño
Y tu mundo es tan grande
Que por mucho que grite
No vas a escucharme
He llamado a tu puerta
Pero estaba cerrada
Y loco por hablarte
He trepado a tu ventana
Y así un día y otro día
Y tú sigues ahí callada
Y es entonces que me doy cuenta
Que para ti no soy nada
Qué quieres de mi
Y si es nada di que nada
Y si es nada tú dime que nada...

Nada

Já são dez, já passou
E abraçado à minha guitarra
Acreditei ter visto seu rosto
Refletido na minha mão
Quis perguntar a ela
Se na sua viagem me levava
Caso eu me apeasse
Na primeira parada
Quem escolheu essas notas
Que na minha mente soavam?
Alguém queimou os papéis
Que, sem medo, falavam de você
E minha vida que não melhora
E o tempo que nos separa
E é então que percebo
Que não mudou nada
E é que sou tão pequeno
E seu mundo é tão grande
Que por mais que eu grite
Você não vai me ouvir
Bati na sua porta
Mas estava fechada
E louco pra te falar
Eu subi na sua janela
E assim um dia e outro dia
E você continua aí calada
E é então que percebo
Que pra você eu não sou nada
O que você quer de mim
E se é nada, diga que é nada
E se é nada, você me diz que é nada...

Composição: