Mauro E Cinzia
Mauro sedici anni di paura
Aspetta sul suo motorino
Cinzia ha lo zainetto e una pistola
Alle prime luci del mattino
Chissà se lui si pentirà
Oppure lei poi scapperà
E corrono veloci sulla strada
Oggi a scuola no, non si va
Mauro stringe forte il suo manubrio
Cinzia si stringe a chi la ama già
Chissà se lui la bacerà
Oppure lei poi piangerà
Quindici anni e poi è già finita
Quindici anni da, quindici anni fa
Ma ti ricordi come eravamo noi?
Alla fermata del tramvai
Mauro vive solo con suo padre
Che non lavora ma sta sempre al bar
Cinzia ha una famiglia numerosa
Ma cosa importa oggi partirà
Chissà se lui la sposerà
Oppure lei poi scapperà
Quindici anni e poi è già finita
Quindici anni dai ma questa è vita
Quindici anni fa ma ti ricordi non mi guardavi mai
Alla fermata del tramvai
Chissà se lui la sposerà
Oppure lei poi scapperà
Quindici anni e poi è già finita
Quindici anni dai ma non è vita
Quindici anni fa quanti ricordi stavano con noi
Alla fermata del tramvai
Li han trovati come due bambini
Distesi mano nella mano
Mauro e Cinzia adesso son vicini
Nel buio guardano lontano
Mauro e Cinzia
Mauro, dezesseis anos de medo
Espera na sua motinho
Cinzia com a mochila e uma pistola
Às primeiras luzes da manhã
Quem sabe se ele vai se arrepender
Ou se ela vai acabar fugindo
E correm rápido pela estrada
Hoje na escola não, não vai ter
Mauro segura firme o guidão
Cinzia se agarra a quem já a ama
Quem sabe se ele vai beijá-la
Ou se ela vai acabar chorando
Dezesseis anos e já acabou
Dezesseis anos atrás, faz tempo já
Mas você se lembra de como éramos nós?
Na parada do trem
Mauro vive só com o pai
Que não trabalha, mas tá sempre no bar
Cinzia tem uma família grande
Mas o que importa, hoje vai partir
Quem sabe se ele vai se casar com ela
Ou se ela vai acabar fugindo
Dezesseis anos e já acabou
Dezesseis anos, mas essa é a vida
Dezesseis anos atrás, mas você se lembra, nunca me olhava
Na parada do trem
Quem sabe se ele vai se casar com ela
Ou se ela vai acabar fugindo
Dezesseis anos e já acabou
Dezesseis anos, mas não é vida
Dezesseis anos atrás, quantas lembranças estavam com a gente
Na parada do trem
Eles foram encontrados como duas crianças
Deitados de mãos dadas
Mauro e Cinzia agora estão perto
No escuro, olham para longe