Due Buone Ragioni
Ci sono due buone ragioni
per cui ti dovrei lasciare,
ma tu dammene di altre
se credi sia in errore;
ci sono due buone ragioni
per cui mi dovrai tradire
le metto qua sul tavolo
se le vorrai aprire,
ma non dir che sei offesa
che non le vuoi sapere
ci sono due buone ragioni
che tu non vuoi vedere,
ci sono almeno due buone ragioni
che tu, non mi vuoi dire.
La prima è necessaria
e serve a stabilire,
se quando prendi il largo
lo fai solo per nuotare;
la seconda chiede
se ha una direzione
quel tuo passo un po' distratto
che attraversa il mio rione,
il tuo modo sbrigativo
di affrontare la questione.
La prima segue il ritmo
dei tuoi movimenti,
che dicon con chiarezza
se sei sincera o menti;
la seconda ha il tempo
della mia ragione
e mi chiede se hai scambiato
un tuo bisogno per passione
e mi chiede se siam stati
tu realista, ed io coglione.
Ci sono due buone ragioni
per cui ti dovrei lasciare,
le metto qua sul tavolo
se le vorrai aprire;
ci sono due buone ragioni
per cui mi dovrai tradire,
ma tu dammene di altre
se credi sia in errore,
ma non dir che sei offesa
che non le vuoi sapere,
ci sono due buone ragioni
che tu non vuoi vedere,
ci sono almeno due buone ragioni
che tu, non mi vuoi dire.
La prima dice: amore
nulla và sprecato,
nemmeno il tuo cercarmi
oltre a ciò che hai già trovato:
è chiaro siam diversi
da quello che aspettiamo,
ed è buffo questo dubbio
che sappiamo e non diciamo;
ed è buffo ed è normale
dubitare, se ci amiamo.
Io non rimpiango niente
di quello che ho vissuto
e mi fa tenerezza
il pensiero del tuo vuoto:
se capita che soffri
per un nonnulla ancora,
ricordati che un niente
ci basta a consolare,
ricordati che un niente
non può, farci del male.
Duas Boas Razões
Existem duas boas razões
para eu te deixar,
mas me dá outras
se acha que estou errado;
existem duas boas razões
para você me trair
e eu coloco aqui na mesa
se você quiser abrir,
mas não diga que está ofendida
que não quer saber
existem duas boas razões
que você não quer ver,
existem pelo menos duas boas razões
que você não quer me dizer.
A primeira é necessária
e serve pra estabelecer,
se quando você se afasta
é só pra nadar;
a segunda pergunta
se tem uma direção
esse seu passo distraído
que atravessa meu bairro,
seu jeito apressado
de lidar com a situação.
A primeira segue o ritmo
dos seus movimentos,
que falam com clareza
se você é sincera ou mente;
a segunda tem o tempo
da minha razão
e me pergunta se você trocou
uma necessidade por paixão
e me pergunta se fomos
você realista, e eu otário.
Existem duas boas razões
para eu te deixar,
eu coloco aqui na mesa
se você quiser abrir;
existem duas boas razões
para você me trair,
mas me dá outras
se acha que estou errado,
mas não diga que está ofendida
que não quer saber,
existem duas boas razões
que você não quer ver,
existem pelo menos duas boas razões
que você não quer me dizer.
A primeira diz: amor
nada deve ser desperdiçado,
nem mesmo o seu me procurar
fora do que já encontrou:
é claro que somos diferentes
do que esperamos,
e é engraçado esse dúvida
que sabemos e não dizemos;
e é engraçado e é normal
dubitar, se nos amamos.
Eu não me arrependo de nada
do que vivi
e me dá ternura
o pensamento do seu vazio:
se acontecer de você sofrer
por um nada ainda,
lembre-se que um nada
nos basta pra consolar,
lembre-se que um nada
não pode nos fazer mal.