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Das Rosas e das Urzes

Francis Cabrel

Des Roses Et Des Orties

Vers quel monde, sous quel règne et à quels juges sommes-nous promis ?
A quel âge, à quelle page et dans quelle case sommes-nous inscrits ?
Les mêmes questions qu'on se pose
On part vers où et vers qui?
Et comme indice pas grand chose
Des roses et des orties

Les mains peintes, les mains jointes on se courbe et on remercie
On implore, on s'inquiète et c'est trop tard quand on a comprit
Malgré tout ce que l'on ose et qui parfois réussi
On ne laissera pas grand chose
Que des roses et des orties

On est lourd, tremblant comme des flammes de bougies
On hésite à chaque carrefour
Dans les discours que l'on a apprit
Mais puisque on est lourd
Lourd d'amour et de poésie
Voilà la sortie de secours

On se rapproche, on se reparle, on se pardonne et on reconstruit
Et de ce seul monde qui vaille la peine y aura tout ce qui nous réunis
Et de tout ce qui nous oppose on en sortira grandit
Et si on laisse peu de choses y aura
Plus de roses que d'orties

On est lourd, tremblant, comme les flammes des bougies
On hésite à chaque carrefour
Aux discours que l'on a apprit
Mais puisque on est lourd
Lourd d'amour et de poésie
Voilà la sortie de secours

Das Rosas e das Urzes

Para qual mundo, sob qual reinado e a quais juízes estamos prometidos?
A que idade, em que página e em que caixa estamos inscritos?
As mesmas perguntas que nos fazemos
Pra onde vamos e com quem?
E como pista, não há muito
Só rosas e urzes.

As mãos pintadas, as mãos unidas, nos curvamos e agradecemos
Imploramos, nos preocupamos e é tarde demais quando entendemos
Apesar de tudo que ousamos e que às vezes dá certo
Não deixaremos muita coisa
Apenas rosas e urzes.

Estamos pesados, tremendo como chamas de velas
Hesitamos em cada cruzamento
Nos discursos que aprendemos
Mas já que estamos pesados
Pesados de amor e de poesia
Aqui está a saída de emergência.

Nos aproximamos, conversamos de novo, nos perdoamos e reconstruímos
E desse único mundo que vale a pena, haverá tudo que nos une
E de tudo que nos opõe, sairemos maiores
E se deixarmos poucas coisas, haverá
Mais rosas do que urzes.

Estamos pesados, tremendo, como as chamas das velas
Hesitamos em cada cruzamento
Nos discursos que aprendemos
Mas já que estamos pesados
Pesados de amor e de poesia
Aqui está a saída de emergência.

Composição: Francis Cabrel