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Boiadeiro Magoado

Francis Rosa

Letra

    Do velho braço da charrete do meu pai
    Fiz um porrete e a mão do meu pilão
    Cerquei na grota lá da furna um olho d'água
    Arame grosso esticado no mourão

    Ali eu passo minhas horas recordando
    Minhas passagens que vivi no meu sertão
    Café passado num velho saco de pano
    Broa de milho, batata-doce e pinhão

    Ê ê ê ê
    Ainda posso ouvir
    Como era belo o zunir
    Do nosso carro de boi

    Ê ê ê ê
    Facão corneta amolado
    E um boiadeiro magoado
    Lembrando do que se foi

    E hoje aqui sentado neste banco
    Feito de tábuas que assoalhavam o casarão
    Grelhando a carne no meu disco de arado
    E a paçoca já socada no pilão

    Vejo o moinho girando com o vento
    E o milho-verde embonecado lá na roça
    Me vem na mente amigos que já se foram
    E as viagens que fazia com a tropa


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