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Memórias de um Peão

Francis Rosa

Letra

    Uma imagem mostra a história por si mesma
    Mas eu insisto em contar minha versão
    Pois foi um tempo que quem viveu não esquece
    Vive cravada na memória de um peão
    Eu tenho hoje a altura da porteira
    Que eu subia pra falar com meu avô
    Ia com ele buscar água lá na mina
    Tempo igual esse, só entende quem passou

    Nunca faltava um cachorro companheiro
    Gado no pasto e um cavalo marchado
    O lampião à querosene, eu me lembro
    Muitas violadas ele já iluminou
    Nas noites frias, uma pinga e o aconchego
    De uma morena que espantava a solidão
    A Lua cheia iluminava o caminho
    E os vagalumes me indicavam a direção

    Mas nessa vida tudo muda de repente
    E o meu sertão eu tive que abandonar
    A minha mãe, coitadinha, ficou doente
    E na cidade tivemos que vir morar
    Invés de mina, hoje só temos torneira
    Nem imagino de onde a água vem pra cá
    Não sei o Nome nem mesmo de meus vizinhos
    E um pesadelo estar aqui neste lugar

    Já fiz promessa a São Gonçalo do Amarante
    E brevemente eu volto para o meu lugar
    Ver a roseira soltando suas sementes
    E o gavião voando livre a caçar
    E pra cidade só voltarei de passagem
    Por precisão de alguma coisa pra buscar
    E lá na roça viverei eternamente
    Juro por Deus que não sairei mais de lá

    Composição: Julinho Serafranny / Francis Rosa. Essa informação está errada? Nos avise.

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