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Vide Vida Marvada / Asa Branca

Francis Rosa

Letra

    Corre um boato aqui donde eu moro
    Que as mágoas que eu choro são mal ponteadas
    Que no capim mascado do meu boi
    A baba sempre foi santa e purificada

    Diz que eu rumino desde menininho
    Fraco e mirradinho, a ração da estrada
    Vou mastigando o mundo e ruminando
    E assim vou tocando essa vida marvada

    É que a viola fala alto no meu peito humano
    E toda moda é um remédio pros meus desenganos
    É que a viola fala alto no meu peito humano
    E toda mágoa é um mistério fora deste plano

    Pra todo aquele que só fala que eu não sei viver
    Chega lá em casa pruma visitinha
    Que no verso ou no reverso da vida inteirinha
    Há de encontrar-me num cateretê
    Há de encontrar-me num cateretê

    Tem um ditado tido como certo
    Que cavalo esperto não espanta a boiada
    E quem refuga o mundo resmungando
    Passará berrando essa vida marvada

    Cumpadi meu que envelheceu cantando
    Diz que ruminando dá pra ser feliz
    Por isso eu vaqueio ponteando
    E assim procurando a minha flor-de-lis

    É que a viola fala alto no meu peito humano
    E toda mágoa é um mistério fora deste plano

    Pra todo aquele que só fala que eu não sei viver
    Chega lá em casa pruma visitinha
    Que no verso ou no reverso da vida inteirinha
    Há de encontrar-me num cateretê
    Há de encontrar-me num cateretê

    Quando olhei a terra ardendo
    Quá fogueira de São João
    Eu perguntei a Deus do céu: Ai
    Por que tamanha judiação?

    Que braseiro, que fornalha
    Nem um pé de plantação
    Por falta d'água, perdi meu gado
    Morreu de sede meu alazão
    Por falta d'água, perdi meu gado
    Morreu de sede meu alazão

    Inté mesmo a asa branca
    Bateu asas do sertão
    Entonce eu disse: Adeus, Rosinha
    Guarda contigo meu coração
    Entonce eu disse: Adeus, Rosinha
    Guarda contigo meu coração

    Hoje longe, muitas légua
    Numa triste solidão
    Espero a chuva cair de novo
    Pra mim voltar pro meu sertão
    Espero a chuva cair de novo
    Pra mim voltar pro meu sertão

    Quando o verde dos teus olho
    Se espalhar na plantação
    Eu te asseguro, não chore não, viu?
    Que eu voltarei, viu, meu coração?
    Eu te asseguro, não chore não, viu?
    Que eu voltarei, viu, meu coração?

    Composição: Humberto Teixeira, Luiz Gonzaga, Rolando Boldrin. Essa informação está errada? Nos avise.

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