395px

Cafajeste

Francisco Alves

Sou cafajeste, sou mesmo a peste
Que todo mundo já nem quer olhar
Mas a mulata que me maltrata
Do vagabundo [?] chega até zombar

É que a caboca só tem na boca
Cheiro de jambo, cheiro tão bom
É mais valente, muito mais que a gente
Porque só fere o meu coração

Não há valente, nem valentão
Quando a gente tem coração
[?] trigueira, cheirosa ou não
Passa rasteira, joga no chão

Não há valente, nem valentão
Quando a gente tem coração
[?] trigueira, cheirosa ou não
Passa rasteira, joga no chão

Composição: Henrique Vogeler