Canção do Expedicionário

Francisco Alves

Você sabe de onde eu venho
Venho do Morro do Engenho, das selvas, dos cafezais
Da boa terra do coco
Da choupana onde um é pouco, dois é bom, três é demais

Venho das praias sedosas, das montanhas alterosas
Do pampa, do seringal
Das margens crespas dos rios, dos verdes mares bravios
Da minha terra Natal

Por mais terras que eu percorra
Não permita, Deus, que eu morra
Sem que volte para lá, sem que leve por divisa
Este V que simboliza a vitória que virá

Nossa vitória final
Que é a mira do meu fuzil
A ração do meu bornal, a água do meu cantil
As asas do meu ideal, a glória do meu Brasil

Você sabe de onde eu venho
É de uma pátria que eu tenho
No bojo do meu violão, que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito de um enorme coração

Deixei lá atrás meu terreiro
Meu limão, meu limoeiro, meu pé de jacarandá
Minha casa pequenina, lá no alto da colina
Onde canta o sabiá

Por mais terras que eu percorra
Não permita, Deus, que eu morra
Sem que volte para lá, sem que leve por divisa
Este V que simboliza a vitória que virá

Nossa vitória final
Que é a mira do meu fuzil
A ração do meu bornal, a água do meu cantil
As asas do meu ideal, a glória do meu Brasil

Composição: Spartaco Rossi, Guilherme de Almeida. Essa informação está errada? Nos avise.

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