
No Meu Tempo de Criança
Francisco Alves
No meu tempo de criança
Brincando com os moleques da rua
Soltava o meu balão pensando
Que chegaria até a Lua
E quando o balão sumia
E desaparecia pelo céu, na amplidão
Eu dava pulos de contente
Enganando a toda gente com a mentira da ilusão
Passaram-se os dias, os anos
Cruéis desenganos vieram em meu peito morar
E eu continuo a acreditar
Que chegue até você o meu olhar
Você não me vê
A Lua também não via o meu balão
Passou-se o meu tempo de criança
Mas não envelheceu meu coração
E eu continuo a acreditar
Que chegue até você o meu olhar
Você não me vê
A Lua também não via o meu balão
Passou-se o meu tempo de criança
Mas não envelheceu meu coração



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