Alas caídas
¿Por qué, mi buena amiga, tus miradas
tan pálidos reflejos, hoy me dan?
No llores, tus auroras esfumadas,
que cuando menos pienses volverán.
Escucha, si te placen mis consejos,
que son cual un jardín en flor,
deshecha lo recuerdos de tu mente,
que si fugó tu dicha lentamente,
se ha de fugar tu dolor.
Ahora mi corazón
te puede hacer feliz,
ya ves, te doy mi vida,
olvidando tu desliz.
Reniega del cariño que fingió,
el hombre que manchó tu castidad,
no debes continuar, con esa cruz,
soy tu amor y tu luz,
y templo de bondad.
Si quieres hoy salvar, tu corazón,
y la bendita fe que vive en mi,
dejarás sellar con unción,
el más ferviente beso
que forjó mi ilusión.
Asas Caídas
Por que, minha boa amiga, teus olhares
reflexos tão pálidos, hoje me dão?
Não chores, tuas auroras esmaecidas,
que quando menos pensares, voltarão.
Escuta, se te agradam meus conselhos,
que são como um jardim em flor,
desfaça as lembranças da tua mente,
que se a tua felicidade se foi lentamente,
teu sofrimento também se irá.
Agora meu coração
pode te fazer feliz,
vês, te dou minha vida,
esquecendo teu deslize.
Renega do carinho que fingiu,
o homem que manchou tua castidade,
não deves continuar, com essa cruz,
sou teu amor e tua luz,
e templo de bondade.
Se queres hoje salvar, teu coração,
e a bendita fé que vive em mim,
deixarás selar com unção,
o mais fervente beijo
que forjou minha ilusão.
Composição: Francisco Brancatti / Orlando Urruspuru