Amigazo
Una nube en los ojos
me vino como un flechazo,
y en mi rencor, amigazo,
entero yo me jugué.
Quiso el maula reírse
manchando mi frente honrada
y por tan mala jugada
sin compasión lo achuré.
¡Amigazo! fue una noche,
que en mi mente llevo escrita...
una tierna vidalita
a la hereje despertó.
Yo, que en el secreto estaba,
puse fin a mi venganza
cuando vi al cantor aquel,
que a los labios de la infiel
como abrojo se prendió.
¡Los celos sentí!...
¡Tantié mi facón!...
y luego,... a lo gaucho,
le abrí el corazón...
Y, desde entonces...
mi alma va errabunda
atada a la conyunda
de aquel doliente amor.
¡Chupemos juntos!...
quiero olvidar, sonriendo,
el hoyo que está abriendo
la chuza del dolor.
Amigão
Uma nuvem nos olhos
me pegou como um tiro,
e na minha raiva, amigão,
me joguei de corpo e alma.
O malandro quis rir-se
manchando minha honra
e por essa jogada ruim
sem compaixão eu o derrubei.
Amigão! foi uma noite,
que na minha mente ficou gravada...
uma doce canção
que a herege despertou.
Eu, que estava em segredo,
coloquei fim à minha vingança
quando vi aquele cantor,
que nos lábios da infiel
como espinho se prendeu.
Senti ciúmes!...
Tirei meu facão!...
e então,... no estilo gaúcho,
abri meu coração...
E, desde então...
minha alma vai errante
presa à desgraça
daquele amor sofrido.
Vamos beber juntos!...
quero esquecer, sorrindo,
o buraco que está abrindo
a lança da dor.
Composição: Francisco Brancatti / Juan de Dios Filiberto / Juan Velich