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Desânimo (parte. Roberto Maida)

Francisco Canaro

Desaliento (part. Roberto Maida)

Va plateando mis cabellos
La ceniza de los años
En mis ojos no hay destellos
Pues la noche se hizo en ellos
Al dolor de un desengaño

En mi drama sin testigos
Sin amor, sin esperanzas
Sin amparo, sin amigos
Destrozado en mis andanzas
Vuelvo al barrio que dejé

A Dios le ruego
Que no me haga llegar tarde
Que la fe de mi viejita
Es posible que me aguarde

Y, ante la puerta
Del hogar abandonado
Pondré una cruz
Sobre las ruinas del pasado

Iluso y torpe
Yo hice trizas las quimeras
De mi humilde noviecita
Por aquella aventurera

Iba tan ciego
Y orgulloso como terco
Que, por una flor de cerco
Por el mundo me arrastré

Desânimo (parte. Roberto Maida)

Está deixando meu cabelo prateado
As cinzas dos anos
Não há brilho nos meus olhos
Pois a noite caiu sobre eles
À dor da decepção

No meu drama sem testemunhas
Sem amor, sem esperança
Sem abrigo, sem amigos
Destruído em minhas andanças
Volto para o bairro que deixei

Eu rezo a Deus
Não me faça chegar atrasado
Que a fé da minha velha senhora
Ele pode estar esperando por mim

E, diante da porta
Da casa abandonada
Vou colocar uma cruz
Sobre as ruínas do passado

Iludido e desajeitado
Eu quebrei as quimeras
Da minha humilde namorada
Para aquele aventureiro

Eu estava tão cego
E orgulhoso como teimoso
Isso, para uma flor de sebe
Eu rastejei pelo mundo

Composição: Luis Castiñeira