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Destino de Trapo (part. Alberto Arenas)

Francisco Canaro

Destino de Trapo (part. Alberto Arenas)

Ayer recorriendo
Mi vieja barriada
Cargado de penas
Porque te encontré

Y al verte en el suelo
Pelota olvidada
En vez de patearte
Fui y te acaricié

Has sido la vida
De los pibes pobres
Que nunca tuvieron
Ninguna mejor

Pelota de trapo
Que no vale un cobre
Que cosió mi madre
Con pena y amor

Pelota de trapo
De alma callejera
Que ignora de jueces
De córner y Orsay

Recuerdo aquel pibe
Mi gran compañero
Lloraba el suburbio
Su triste final

Pelota de trapo
De alma callejera
Recuerdos lejanos
Que no volverán

Cómo esa pelota
Humilde he nacido
La vida nos hizo
Un purrete sin flor

Destino de trapo
El tuyo y el mío
Y hoy, de frente estamos
Tirados los dos

Destino de Trapo (part. Alberto Arenas)

Ontem, passeando
Pela minha velha quebrada
Carregado de mágoas
Porque te encontrei

E ao te ver no chão
Bola esquecida
Em vez de te chutar
Fui e te acariciei

Você foi a vida
Das crianças pobres
Que nunca tiveram
Nada melhor

Bola de trapo
Que não vale nada
Que minha mãe costurou
Com dor e amor

Bola de trapo
De alma de rua
Que ignora juízes
De escanteio e impedimento

Lembro daquele garoto
Meu grande parceiro
Chorava o subúrbio
Seu triste fim

Bola de trapo
De alma de rua
Lembranças distantes
Que não voltarão

Como essa bola
Humilde eu nasci
A vida nos fez
Um moleque sem flor

Destino de trapo
O seu e o meu
E hoje, de frente estamos
Jogados os dois

Composição: Armando Laveglia