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Onde?

Francisco Canaro

¿Donde?

No quiero creerme que es una promesa
Lo que tu sonrisa me ha querido dar
Si ya tenés dueño, ¿qué mirada es ésa?
¿Acaso me dice que debo esperar?
Mi vida se abraza con este tormento
Lo que te propones, de veras, no sé
Borrá la esperanza de mi pensamiento
Decí que me vaya y entonces me iré

Dónde, dónde iré con mis pesares
Dónde, dónde iré con mi pasión
Iré sin rumbo, por tierras y por mares
En alas de la muerte cantando esta canción

Dónde, dónde está la que yo quiero
Dónde, dónde está mi corazón
Ya lo he perdido y soy como un matrero
Que va domando el potro de la desilusión
Ya sé, vida mía, que no eres coqueta
Que en tus sentimientos domina el candor

Y que la mirada que a veces me inquieta
Quizás es de pena y no es por amor
Yo soy orgulloso... Si es eso te digo
Que a temple de acero mi pecho forjé
No quiero que sufras, ya basta conmigo
Decí que me vaya y entonces me iré

Onde?

Não quero acreditar que é uma promessa
O que seu sorriso quis me dar
Se já tem dono, que olhar é esse?
Será que me diz que devo esperar?
Minha vida se agarra a esse tormento
O que você planeja, de verdade, não sei
Apague a esperança do meu pensamento
Diga que eu vá e então eu irei

Onde, onde irei com minhas mágoas
Onde, onde irei com minha paixão
Irei sem rumo, por terras e mares
Em asas da morte cantando essa canção

Onde, onde está a que eu quero
Onde, onde está meu coração
Já o perdi e sou como um andarilho
Que vai domando o potro da desilusão
Já sei, minha vida, que você não é fútil
Que em seus sentimentos reina a inocência

E que o olhar que às vezes me inquieta
Talvez seja de pena e não por amor
Sou orgulhoso... Se é isso que digo
Que com aço forjei meu peito
Não quero que sofra, já basta comigo
Diga que eu vá e então eu irei

Composição: A. Graciani / L. de Mare / A. Irusta / R. Fugazot