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As reviravoltas da vida (com Alberto Arenas)

Francisco Canaro

Las Vueltas de La Vida (part. Alberto Arenas)

Parao en la vereda
Bajo la lluvia que me empapaba
La vi pasar

En auto limusine
Cómo un estuche
De mi la aislaba
Con su cristal

Frenó, me dio unos mangos
Y en la mirada de indiferencia
Que echó al seguir
Noté, que para ella
Yo era un mendigo, sin importancia
Y me reí

Gran perra las vueltas
Que tiene la vida
Ayer yo era rico
Si amor disfruté

De sedas y encajes
La tuve vestida
Y alhajas y coches
Sin par le compré

Más tarde la "timba"
Me tuvo apurado
El juego es más perro
Que aquella mujer

De pronto sin plata
Me vi abandonado
Y hoy pido de un peso
Si quiero comer

Que cambio
Yo he sido un bacán afincado
Y hoy pasa a mi lado
Casi sin mirar
Y me tira limosna al pasar

Mujer pa' ser falluta
Dije amargado
Y sus billetes despedace

Después silbando un tango
Galgeando de hambre
Pa' mi cotorro me encaminé

As reviravoltas da vida (com Alberto Arenas)

Em pé na calçada
Sob a chuva que me encharcou até os ossos
Eu a vi passar

Em um carro limusine
Como um caso
Eu a isolei de mim
Com seu cristal

Ele parou e me deu algumas mangas
E com um olhar de indiferença
Que ele jogou enquanto seguia
Percebi isso para ela
Eu era um mendigo, insignificante
E eu ri

Grande vadia, as curvas
É isso que a vida tem a oferecer
Ontem eu era rico
Sim, eu gostava de amor

De sedas e rendas
Eu a vesti com roupas para ela
E joias e carros
Comprei para ele um sem igual

Mais tarde, a "timba"
Isso me deixou com pressa
O jogo lembra mais um jogo de cachorro
Aquela mulher

De repente quebrou
Eu me senti abandonado
E hoje estou pedindo um peso
Se eu quiser comer

Que mudança!
Eu sempre fui um cara tranquilo e estável
E hoje ele passa por mim
Quase sem olhar
E ele me atira esmola ao passar

Mulher para ser um fracasso
Eu disse, amargamente
E rasgar suas notas bancárias

Então assobiando um tango
Morrendo de fome
Dirigi-me ao meu papagaio

Composição: Manuel Romero