Meditación Maleva (part. Guillermo Coral)
Arrinconao como perro
Relamiéndose una herida
Y Rechiflao por las biabas
Que la vida me fajó
Voy tranqueando por las calles
Arrastrando la cadena
Que aquel que sé siente solo
Que es un gil, porque cayó
A la deriva
Sin mangos y pensando fulerias
De los años que fugaron
De un pasaje de ilusión
Con las pilchas más lustrosas
Que charoles de vidriera
Cuando una pena giranta
Nos anuda el corazón
Muchachita
Al cruzarte en mi camino
Fuiste chirola de Luna
Que alumbró mi soledad
Y en tus brazos
Afiebrados de ternura
Se hizo dulce la amargura
De mi rudo trajinar
Pero el destino brutal
Que me tiró siempre a fondo
Por el callejón sombrío
De un camino sin retorno
Te llevó de mi arrabal
Por tu cariño
Confiao, jugue mi resto altanero
Y la vida en su tallada
Pagando dejó mi amor
Yo que he sido más golpeao
Que rodilla es zapatero
En un baraje falluto
Perdí mano es tallador
Meditação Maleva (part. Guillermo Coral)
Encurralado como um cachorro
Lambendo uma ferida
E decepcionado pelas desilusões
Que a vida me impôs
Vou seguindo pelas ruas
Arrastando a corrente
Aquele que se sente só
É um otário, porque caiu
À deriva
Sem grana e pensando besteiras
Sobre os anos que passaram
De um sonho de ilusão
Com as roupas mais brilhantes
Que vitrines de loja
Quando uma dor giratória
Nos aperta o coração
Menininha
Ao cruzar meu caminho
Foste a luz da lua
Que iluminou minha solidão
E em teus braços
Ardendo de ternura
A amargura se tornou doce
No meu árduo caminhar
Mas o destino brutal
Que sempre me jogou no fundo
Pela viela escura
De um caminho sem volta
Te levou do meu lado
Por seu carinho
Confiante, apostei tudo com arrogância
E a vida, em sua dureza
Deixou meu amor em dívida
Eu que fui mais espancado
Que joelho de sapateiro
Em um jogo falido
Perdi a mão de um entalhador
Composição: Víctor Lamanna