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Névoa (part. Guillermo Coral)

Francisco Canaro

Niebla (part. Guillermo Coral)

Esa niebla
Que se extiende lentamente
Desdibujando tu callejón

Esa niebla
Que es cortina de silencio
Que va aumentando
Mi desazón

La misma
Que una noche nos cubría
La noche que al partir
Dijiste adiós

La misma
Que apagaba tu mirada
Y el eco de tu voz
Y de mi voz

Esa niebla
Que me envuelve
Y me atormenta
Muerde y horada, mi corazón

Hoy, toda mi ambición
En la bruma se ha esfumado
Porque mi voluntad
Con tu ausencia se ha quebrado

No importa ya
En donde estoy
No pienso lo que soy
Ni adónde voy

No abrigo una pasión
Ni un ideal
Y ahora para mí
Todo es igual

Una brisa ha de soplar
Que limpiara
De niebla el callejón
Y la ciudad
Más no podrá llevar
La cerrazón
Que encierra este dolor
Del corazón

Y entre brumas
Como una pesadilla
Surge de pronto, la evocación

Névoa (part. Guillermo Coral)

Essa névoa
Que se espalha devagar
Desfigurando seu beco

Essa névoa
Que é cortina de silêncio
Que vai aumentando
Minha angústia

A mesma
Que numa noite nos cobria
A noite que ao partir
Disse adeus

A mesma
Que apagava seu olhar
E o eco da sua voz
E da minha voz

Essa névoa
Que me envolve
E me atormenta
Morde e fura, meu coração

Hoje, toda a minha ambição
Na bruma se esvaiu
Porque minha vontade
Com sua ausência se quebrou

Não importa mais
Onde estou
Não penso no que sou
Nem aonde vou

Não abrigo uma paixão
Nem um ideal
E agora pra mim
Tudo é igual

Uma brisa há de soprar
Que vai limpar
Do beco a névoa
E a cidade
Mas não poderá levar
A cerração
Que encerra essa dor
Do coração

E entre brumas
Como um pesadelo
Surge de repente, a evocação

Composição: Ivo Pelay