395px

Tempestade na Alma (part. Ernesto Famá e Mirna Mores)

Francisco Canaro

Tormenta En El Alma (part. Ernesto Famá y Mirna Mores)

No reposo en mis sueños, ingrata
Y son largas mis horas de espera
En mi alma tus ojos de hoguera
Brillantes y negros
Me roban la calma

En mi afán de piadoso poeta
Mientras llora la Luna en la noche
En mi mano, su llanto de nardo
Lo tomo y lo guardo en mi corazón

Solo sin tu amor de siempre
Los fantasmas negros
De la oscuridad

Ponen con su risa fría
Germen de tormenta
En mi soledad

Siento que en mi triste vida
Vos estás prendida
Porque te he querido
Porque te has metido
Fría y despiadada
Como la acerada
Hoja de un puñal

Tanto y tanto como yo
Algún día sufriras
Ya tendrás un nuevo amor
Y ese amor me ha de vengar

Y en tus horas de quebranto
Este mismo llanto
Subirá a tus ojos
Y al ponerlos rojos
Lo que estoy pasando
Lo comprenderás

Tempestade na Alma (part. Ernesto Famá e Mirna Mores)

Não descanso em meus sonhos, ingrata
E são longas minhas horas de espera
Na minha alma, teus olhos de fogueira
Brilhantes e negros
Me tiram a calma

No meu afã de poeta piedoso
Enquanto a Lua chora na noite
Na minha mão, seu choro de nardo
Eu pego e guardo no meu coração

Só sem teu amor de sempre
Os fantasmas negros
Da escuridão

Colocam com sua risada fria
Germes de tempestade
Na minha solidão

Sinto que na minha vida triste
Você está grudada
Porque eu te amei
Porque você se meteu
Fria e impiedosa
Como a lâmina
De um punhal

Tanto e tanto quanto eu
Um dia você vai sofrer
Já terá um novo amor
E esse amor vai me vingar

E nas suas horas de quebranto
Esse mesmo choro
Subirá aos seus olhos
E ao deixá-los vermelhos
O que estou passando
Você vai entender

Composição: Enrique Cadícamo