Che Araña
Al fondo del barril desvencijado
que alumbra un rayo de sol,
la araña en sus hilos baila tango
con los acordes del bandoneón.
Don gato imita el instrumento
estirando un farolito de papel
y su cola menea con sentimiento
llevando el ritmo del baile aquel.
Che Araña,
baila con maña
hay que contar
tres pasitos
arrastraditos
pa' delante y para atrás.
Entre las astillas carcomidas
que quedan del viejo tonel
se asoma petulante la clientela
y de puntillas penetra en él.
Brillantes cucarachas aburridas,
pulgones fatigados de picar,
más otras sabandijas relamidas
que se reúnen a trasnochar.
Che Araña,
baila con maña
hay que contar
tres pasitos
arrastraditos
pa' delante y para atrás.
Che Araña,
baila con maña
hay que contar
tres pasitos
arrastraditos
pa' delante y para atrás.
Entre las astillas carcomidas…
Che Aranha
No fundo do barril desgastado
que ilumina um raio de sol,
a aranha em seus fios dança tango
com os acordes do bandoneón.
O gato imita o instrumento
esticando um lampião de papel
e sua cauda balança com sentimento
seguindo o ritmo daquela dança.
Che Aranha,
dança com jeitinho
é pra contar
três passinhos
arrastadinhos
pra frente e pra trás.
Entre as lascas carcomidas
que restam do velho tonel
aparece petulante a clientela
e de fininho entra nele.
Brilhantes baratas entediadas,
pulguinhas cansadas de picar,
mais outras criaturas esfomeadas
que se reúnem pra passar a noite.
Che Aranha,
dança com jeitinho
é pra contar
três passinhos
arrastadinhos
pra frente e pra trás.
Che Aranha,
dança com jeitinho
é pra contar
três passinhos
arrastadinhos
pra frente e pra trás.
Entre as lascas carcomidas…