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Tarde de Chuva

Francisco Gabilondo Soler (Cri Cri)

Tarde de lluvia

Estuvo lloviendo... Toda la tarde
el campo ha quedado muy
verde y fragante;
pero las flores tienen su capa
porque se moja quien no se tapa.

Y de su cueva sonriente y amable
salió el Conejo con impermeable;
de un viejo árbol bajó doña Ardilla
muy pizpireta con su sombrilla.

Esos patitos van a la escuela
con un paraguas que todo se cuela;
así ambos patitos
van encantados pintando charquitos.

Estuvo lloviendo desde mediodía
la casa está oscura, muy triste, muy fria;
con tanta lluvia caída de arriba
el agua ya llega hasta la barriga.
Junto al brasero antiguo y caliente
ronca mi gato, inteligente;
pero los patos opinan distinto
y si se mojan es por instinto.

Esos patitos tienen tal modo
de zambullirse en agua con lodo
que la maestra dijo esta frase:
"-¡ Patos mojados no quiero en mi clase!"

Tarde de Chuva

Estava chovendo... A tarde toda
o campo ficou bem
verde e cheiroso;
más as flores têm sua capa
porque se molha quem não se cobre.

E de sua toca sorridente e gentil
saiu o Coelho com capa de chuva;
de uma velha árvore desceu a Dona Esquilo
muito esperta com seu guarda-chuva.

Esses patinhos vão pra escola
com um guarda-chuva que tudo encharca;
assim os patinhos
vão felizes pintando poças.

Estava chovendo desde o meio-dia
a casa está escura, muito triste, muito fria;
com tanta chuva caindo lá de cima
a água já chega até a barriga.
Perto do braseiro antigo e quente
ronca meu gato, inteligente;
mas os patos pensam diferente
e se molham é por instinto.

Esses patinhos têm um jeito
de mergulhar na água com lama
que a professora disse essa frase:
"- Patos molhados não quero na minha aula!"

Composição: Francisco Gabilondo Soler