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Deixe-me viver a vida

Francisco García Jiménez

Dejame vivir la vida

¡Por favor... déjame divertir!
No me hables de un triste despertar,
ni del porvenir,
ni si he de llorar...
La vida es linda y no se debe despreciar.
Hasta ayer, de todo me privé
por oír tu amarga reflexión.
Total... ¿para qué?
Perder la ilusión,
ir achicando el desconfiado corazón...

Nada me digas... y déjame
vivir la vida plena
que apenas es fugaz...
Quiero reírme y olvidarme
que acechan las intrigas
debajo del disfraz...
Bella mentira es la que dé
unos minutos de placer...
¡Copas de vino y bocas rojas!
¡Que luego den congojas
y apaguen hoy mi sed!...

Con tu gris manera de pensar,
me cuidas el alma y la salud...
pero perdoná
por la ingratitud:
¡me voy del brazo de la alegre juventud!
¡A bailar me lleva esta mujer!
¡A beber me invitan al pasar!...
¡Cómo voy a hacer
para no aceptar,
si el vino alegra y tengo ganas de bailar!

Deixe-me viver a vida

¡Por favor... me deixe me divertir!
Não me fale de um despertar triste,
nem do futuro,
nem se eu vou chorar...
A vida é linda e não se deve desprezar.
Até ontem, de tudo me privei
pra ouvir sua amarga reflexão.
No fim... pra quê?
Perder a ilusão,
ir diminuindo o desconfiado coração...

Nada me diga... e me deixe
viver a vida plena
que é só um instante...
Quero rir e esquecer
que as intrigas espreitam
por trás da máscara...
Linda mentira é a que dá
uns minutos de prazer...
¡Taças de vinho e bocas vermelhas!
¡Que depois tragam tristeza
e apaguem hoje minha sede!...

Com sua maneira cinza de pensar,
cuida da minha alma e da saúde...
mas me perdoe
pela ingratidão:
¡vou de braços com a alegre juventude!
¡Essa mulher me leva pra dançar!
¡Me convidam pra beber ao passar!...
¡Como vou fazer
pra não aceitar,
se o vinho alegra e eu tô a fim de dançar!

Composição: