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Chuva de Verão

Francisco García Jiménez

Chaparrón

Las nubes eran de plomo
y era el aire de fogón.
Andábamos, no sé cómo...
¡seria vos y serio yo!
Venía un olor caliente
de la ruda y el cedrón.
Y estaba como la gente
de antipático un moscón.

La boca se resecaba,
estaqueada en mal humor.
Aquello no lo arreglaba
nada más que un chaparrón.
Tormenta de trote y carga
jineteando un nubarrón.
Tormenta de caras largas:
seria vos y serio yo.

Verano de mosca y tierra;
seco el río y el porrón.
Verano de sol en guerra
¡filo de hacha sin perdón!
Amores que se empacaban
(seria vos y serio yo).
Asuntos que se empeoraban
por tardar el chaparrón...
Andábamos a tirones
cuando el cielo se abrió en dos...
Con agua y explicaciones
era doble el chaparrón.
¡Qué rico el olor a trébol
y la reconciliación...
Da ganas de andar de nuevo
seria vos y serio yo!...

Chuva de Verão

As nuvens eram de chumbo
e o ar era de fogão.
A gente andava, não sei como...
seria você e sério eu!
Vinha um cheiro quente
do arruda e do cedrón.
E estava como a galera
de antipático um moscardo.

A boca se ressecava,
com a cara de mal humor.
Aquilo não se consertava
nada mais que uma chuvarada.
Tempestade de trote e carga
cavalcando um nubarrão.
Tempestade de caras longas:
seria você e sério eu.

Verão de mosca e terra;
seco o rio e o porrão.
Verão de sol em guerra
faca de machado sem perdão!
Amores que emperravam
(seria você e sério eu).
Assuntos que pioravam
por demorar a chuvarada...
A gente andava a puxões
quando o céu se abriu em dois...
Com água e explicações
era o dobro da chuvarada.
Que delícia o cheiro de trevo
e a reconciliação...
Dá vontade de andar de novo
seria você e sério eu!

Composição: