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Tchau, Ingrata

Francisco García Jiménez

Chau, Ingrata

Sin siquiera detenerte
Pa' pensar qué vas a hacer,
Sin siquiera conmoverte
Te alejás pa' no volver...
Este nido venturoso,
Que era mío y era tuyo,
Lo dejás por un orgullo
Caprichoso de mujer...
Si es que alguno la grandeza
De otra vida te pintó
Y hoy te asquea la pobreza
Que rodeaba nuestro amor,
Te aseguro que aunque triunfes
Entre sedas y brillantes,
Serás pobre como antes
Si te sangra el corazón.

¡chau, ingrata!...
Ya pa' vos soy poca cosa,
Porque ves de color rosa
Ese otro lao
Donde te vas...

¡chau, ingrata!...
Que te dure la elegancia
Las alhajas y la plata...
Y ese gesto de importancia
Con que al irte me mirás.

Ahí tirado... por el suelo
De esta pieza de arrabal,
Me dejás como un consuelo
Tu vestido de percal...
Esa prenda fue testigo
De lo mucho que te quise,
De que el bien que yo te hice
Lo pagás haciendo mal...
Hoy descubro, en tu falsía,
La distancia entre los dos:
Vos te vas con alegría
Yo te pierdo con dolor...
Ni siquiera otro cariño
Me alzará de este quebranto:
¡te he querido tanto... tanto...
Que he quedado sin amor!

Tchau, Ingrata

Sem nem parar
Pra pensar no que vai fazer,
Sem nem se abalar
Você se afasta pra não voltar...
Esse ninho feliz,
Que era meu e era seu,
Você deixa por um orgulho
Caprichoso de mulher...
Se é que alguém te pintou
A grandeza de outra vida
E hoje te enoja a pobreza
Que cercava nosso amor,
Te garanto que mesmo triunfando
Entre sedas e brilhantes,
Você será pobre como antes
Se seu coração sangrar.

Tchau, ingrata!...
Agora pra você sou pouca coisa,
Porque vê tudo cor-de-rosa
Lá do outro lado
Pra onde você vai...

Tchau, ingrata!...
Que sua elegância dure
As joias e a grana...
E esse gesto de importância
Com que ao ir embora me olha.

Aí jogado... no chão
Dessa peça de subúrbio,
Você me deixa como consolo
Seu vestido de percal...
Essa roupa foi testemunha
Do quanto eu te amei,
Do bem que eu te fiz
Você paga fazendo mal...
Hoje descubro, na sua falsidade,
A distância entre nós:
Você vai com alegria
Eu te perco com dor...
Nem mesmo outro amor
Me levantará desse desgosto:
Eu te amei tanto... tanto...
Que fiquei sem amor!